SETOR DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO TERÁ EM 2014 A MENOR ALTA EM DEZ ANOS

O varejo de materiais de construção deverá terminar 2014 com um crescimento bem abaixo da projeção de 7% que havia sido feita no início do ano pela Anamaco (associação da área).

Após registrar estagnação nas vendas em novembro, a entidade revisou a estimativa para baixo pela segunda vez e agora calcula que o aumento será de 2%.

“Esse percentual dificilmente vai mudar em dezembro. As vendas para as reformas de fim de ano já ocorreram” , diz Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Se o cálculo se confirmar, será o pior crescimento dos últimos dez anos para o setor. “Mais baixo até que o registrado na crise de 2009. Mesmo assim, em vista do PIB previsto para este ano, não será de todo ruim.”

Em julho, depois da Copa, a entidade já havia reduzido a estimativa para 3,5%.

Mais do que a desaceleração da construção civil no país, a perda de dias úteis por causa do Mundial e das eleições foi a principal causa da evolução menor das lojas de materiais, segundo Conz.

“A diminuição dos lançamentos imobiliários não impacta diretamente o nosso setor, quem sente mais são os fabricantes de materiais de construção” , explica.

Entre os segmentos que apresentam quedas nas vendas em novembro, estão os de revestimentos cerâmicos (5%) e cimentos (3%).

Com cerca de 145 mil lojistas no país, o setor movimentou R$ 57,4 bilhões em 2013.

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Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 07 de Dezembro de 2014 por Maria Cristina Frias

CASA INTELIGENTE CHEGA AO MERCADO EM 2020

Em menos de dez anos, móveis e eletrodomésticos terão capacidade de reconhecer pessoas e falar com elas para ajudar nas tarefas de casa. Se essa realidade ainda parece estar distante dos lares brasileiros, no Japão a tecnologia já foi desenvolvida. Chega ao mercado em 2020.

A companhia de eletroeletrônicos Panasonic começou neste ano a expor para consumidores em Tóquio os protótipos de uma série de produtos criados para a automatização do lar, uma linha que lembra os episódios dos Jetsons, desenho animado “futurista” dos anos 1960.

Logo na entrada da casa do futuro exposta pela multinacional japonesa, uma câmera de segurança que reconhece a face dos donos agiliza a abertura da porta.

Dispositivo digital reconhece ingredientes e fornece dicas de receitas a seus usuários

Dispositivo digital reconhece ingredientes e fornece dicas de receitas a seus usuários

A entrada de encomendas também será facilitada. Alimentos quentes ou gelados poderão ser colocados pelo entregador em compartimentos que se adaptam às condições de temperatura: o recipiente se resfria para receber a carne ou se aquece quando entra o pão quente.

As encomendas vêm do mercado com um código que carrega, além das condições de temperatura, outros dados como tamanho e tipo de produto, informações que poderão ser consultadas pelo consumidor por comando de voz.

CÔMODOS INTERATIVOS

O cozinheiro que perguntar para o dispositivo digital interativo instalado em sua cozinha quais pratos pode preparar com a carne que acaba de receber ouvirá da máquina uma lição sobre o modo de preparo.

Se rejeitar a dica, recebe receitas alternativas.

No banheiro, o espelho com sensores no chão será capaz de identificar informações como pulsação e peso de quem estiver a sua frente.

Além da avaliação médica, vai oferecer opções de maquiagem. Mesmo se estiver com o rosto limpo, a dona do espelho poderá se ver refletida usando batom vermelho e olhos pintados. A tecnologia também permite combinações de roupas. Na cama, há sensores que ajustam automaticamente a temperatura e a luminosidade do quarto.

Nos próximos anos, a empresa precisa estudar as condições de mercado. Atualmente, está em fase de fechamento de parcerias com prestadores dos serviços.

Algumas das invenções recentes da japonesa já estão no varejo, como as máquinas de lavar que identificam a quantidade de sujeira nas roupas para evitar desperdício de água e as geladeiras que registram os horários de maior consumo do dono, funcionando em modo de economia de energia nos outros.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 30 de Novembro de 2014

CONDOMÍNIO QUER INAUGURAR ‘NOVO PADRÃO’ EM ITAQUERA

A construtora PDG lança o condomínio Arena, em Itaquera, com a ambição de modernizar o layout da região e dos projetos imobiliários. Estreia da empresa em Itaquera, o edifício tem unidades de 2 e 3 dormitórios, de 55 m² a 66 m², com terraço grill nas maiores. O lazer inclui piscina, playground, brinquedoteca, espaço fitness, salões de festa e jogos etc.

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Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 09 de Novembro de 2014

INCORPORADORA REDUZ LANÇAMENTOS

Há expectativa que as incorporadoras de capital aberto possam lançar, em conjunto, no quarto trimestre, VGV superior ao do intervalo de julho a setembro, pela sazonalidade do setor, mas abaixo dos três últimos meses do ano passado.

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De janeiro a setembro, o conjunto dos lançamentos das incorporadoras de capital aberto somou R$ 14,4 bilhões, 11,1% abaixo do acumulado de nove meses de 2013. No terceiro trimestre, o encolhimento foi mais expressivo, de 30,9%, ante o mesmo período do ano passado, para R$ 3,8 bilhões. Empresas como Tecnisa, Trisul e Viver Incorporadora e Construtora não lançaram nada de julho a setembro.

Nos cálculos do desempenho consolidado, foram incluídas as empresas Brookfield Incorporações, CR2, Cyrela, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, EZTec, Gafisa, Helbor, JHSF, João Fortes, MRV Engenharia, PDG Realty, Rodobens Negócios Imobiliários, Rossi Residencial, Tecnisa, Trisul e Viver. No caso da JHSF, que atua também na área de renda, foram considerados apenas dados referentes a incorporação.

As vendas contratadas do setor caíram 21,9% no trimestre, para R$ 5 bilhões e tiveram redução de 18,6% em nove meses, para R$ 16,2 milhões. “O terceiro trimestre teve volume fraco de lançamentos e velocidade de vendas menor”, diz o analista de construção do BESI Securities /Grupo Novo Banco, Eduardo Silveira. Ele afirma esperar que o mercado revise para baixo as projeções para o setor em 2014.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 18 de Novembro de 2014 por Chiara Quintão

COM VALORIZAÇÃO MENOR, ALUGUEL TEM A PREFERÊNCIA

Por outro lado, imóvel vago gera custo; investidor deve conhecer demanda

Ações promocionais para desovar estoque podem derrubar ideia de que imóvel na planta é sempre mais barato

Com a valorização rápida e alta dos imóveis (como há cerca de cinco anos), a chance de errar ao comprar uma unidade para investir era menor. Hoje, as oportunidades têm de ser garimpadas e o aluguel ganha a preferência de investimento, em vez da compra para revenda.

E, antes de fechar o negócio, é bom lembrar que, diferentemente do que se diz, nem sempre o apartamento na planta é mais barato.

Como o estoque de imóveis prontos das construtoras está elevado, muitas oferecem descontos, podendo reverter essa “lógica”, lembra Bruno Vivanco, vice-presidente comercial da imobiliária Abyara Brasil Brokers.

Qualquer que seja o motivo do investimento, a compra de um imóvel exige uma intensa investigação do bairro. Porém, fazer isso e verificar se o imóvel cabe no orçamento não basta

É preciso estudar a demanda por determinado perfil de imóvel na região, comparar preços e prever os custos com a manutenção.

Um ponto essencial é calcular as despesas com documentação e a reforma do imóvel e considerar que há risco de ele ficar vago.

Se isso acontece, além de não receber os valores previstos com a locação, o proprietário arca com a taxa de condomínio, IPTU e a manutenção do imóvel. “É prejuízo”, sentencia Valter Police, planejador financeiro pessoal.

DESCONTOS

Deve-se lembrar também de descontar o imposto de renda, que pode chegar a 27,5% dos rendimentos do aluguel –modalidade que é vista “como a previdência privada do brasileiro”, segundo Alexandre Lafer, proprietário da incorporadora Vitacon.

Como os preços dos imóveis desaceleram, a compra é mais indicada se pensada no longo prazo ou quando há uma alternativa em mente.

Vitor Marques, presidente da incorporadora Marques, diz que muitos investidores deixam a porta aberta para usar ou dar o apartamento a alguém da família.”Ele compra e aluga, mas se precisar vender, vende. Se for para deixar para o filho, ele deixa”, exemplifica.

O analista de sistemas José Henrique Martins Lopes, 43, adquiriu um apartamento na planta na região central da capital paulista há dois anos. O objetivo era revendê-lo ou alugá-lo.

Mas a “concorrência” aumentou, com outros prédios que subiram no local, e ele já cogita ter o bem para uso próprio –a menos que consiga uma boa oferta para venda ou locação.

DÍVIDA CRESCE

No caso do professor Luiz Fernando Fernandes da Silva, 31, a compra foi para moradia, mas a possibilidade de investimento veio por acaso.

Como acontece com os apartamentos comprados na planta, o valor do imóvel foi corrigido durante a obra. Com o consequente aumento da dívida, ele vislumbra dificuldades para conseguir o financiamento bancário.

Se isso acontecer, terá como saída pedir o cancelamento do contrato com a incorporadora, perdendo parte do valor pago, retido pela empresa como parte de custos administrativos.

Por isso, ele tenta vender o imóvel, que se valorizou durante a obra, por cerca de R$ 100 mil (mais o valor a ser financiado). Como Silva já desembolsou R$ 70 mil, terá um lucro de cerca de 40% se fechar negócio.

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Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 09 de Novembro de 2014

RESIDENCIAL COM PISCINA DE ONDA EM SC

Mesmo em meio ao cenário de estagnação do setor imobiliário, a incorporadora Procave, de Santa Catarina, desenvolve dois empreendimentos de luxo no Estado que demandarão, juntos, R$ 700 milhões em investimentos.

O maior projeto é de um complexo na praia Brava, em em Itajaí (a cerca de 100 km de Florianópolis), que inclui um shopping com 70 lojas, uma escola, um edifício empresarial e um condomínio residencial com 14 torres.

O empreendimento, no qual serão aportados aproximadamente 70% dos recursos totais, terá ainda um parque aquático com praia artificial e ofurôs.

“O mercado deu uma enxugada. Por isso, tentamos lançar projetos diferentes”, diz o presidente da empresa, Nivaldo Pinheiro.

“Nosso objetivo é trabalhar em regiões onde o cliente possa conciliar lazer, moradia e desenvolvimento de negócios”, acrescenta.

O outro projeto, de R$ 200 milhões, engloba duas torres residenciais de 50 andares em Balneário Camboriú.

“Optamos por realizar poucas, mas grandes obras.”

Com piscinas, salão de festas, cinema e parques na área comum, cada imóvel custará entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões, segundo o empresário.

“Ali, os apartamentos são mais caros porque a cidade é muito ocupada. Os terrenos costumam ser menores e mais valorizados.”

No empreendimento de Itajaí, os preços variam de R$ 1,9 milhão a R$ 3,5 milhões.

No começo do ano, a Procave já havia anunciado um complexo comercial de R$ 130 milhões, com hotel e salas para escritórios, também em Itajaí.

R$ 500 milhões
serão demandados pelo maior empreendimento da incorporadora

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Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 09 de Novembro de 2014 por Maria Cristina Frias

OS IMÓVEIS SOBEM MENOS

O aumento do preço dos imóveis está acompanhando mais de perto a variação da renda da população. Uma pesquisa inédita da Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas mostra que, em São Paulo, a valorização real das casa e dos apartamentos foi de 2% entre janeiro e agosto deste ano, 3 pontos percentuais acima da variação da renda – de 2009 a 2013, a diferença anual chegou a 18 pontos percentuais. No Rio de Janeiro, a renda subiu um pouco mais do que o valor dos imóveis neste ano – foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2009, quando levantamento começou. A situação mudou porque o desaquecimento da economia e o encarecimento do crédito esfriaram a demanda, e as construtoras têm feito promoções para consegui vender. “É um bom momento para quem tem dinehiro para comprar”, diz Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe.

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Matéria publicada na revista Exame em 15 de Outubro de 2014 por Patricia Valle e Thiago Bronzatto

PERGOLADO CRIA AMBIENTE E LEVA SOMBRA À ÁREA ABERTA

DECK ECOLÓGICO FEITO DE MADEIRA E PLÁSTICO TEM MANUTENÇÃO SIMPLES

Revestimento compósito reutiliza 95% de madeira e plástico em sua constituição

Graças a um tratamento especial aplicado ainda na etapa de fabricação, as réguas do Deck Trex Transcend conseguem eliminar o excesso de umidade, o que aumenta a aderência do produto e faz dele uma boa alternativa para áreas externas e locais de alto tráfego. A manutenção descomplicada é o trunfo do material, feito de madeira e plástico – água e sabão neutro conservam a aparência original. A novidade aporta no Brasil trazida pela IndusParquet.

Há quatro opções de cor. Aqui, vê-se o Tiki Torch.

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Matéria publicada no site Arquitetura & Construção em 21 de Out

MRV TEM RECORDE DE VENDAS CONTRATADAS

Construção Valor atingiu R$ 1,467 bilhão entre julho e setembro, alta de 5,7% sobre o mesmo período de 2013

MRV Engenharia registrou vendas contratadas de R$ 1,467 bilhão no terceiro trimestre, a melhor marca para o intervalo em toda a história da companhia e 5,7% acima do valor obtido um ano antes. Frente ao segundo trimestre, porém, as vendas recuaram 3,4%. Em número de unidades, as vendas contratadas de julho a setembro ficaram em 10.029, queda de 2,2% ante as 10.250 unidades registradas no mesmo período de 2013.

A MRV registrou recorde de vendas contratadas no acumulado do ano até setembro, com R$ 4,524 bilhões (ou 31.399 unidades), valor que representa alta de 17,1% na comparação anual.

“A MRV repetiu mais um trimestre muito bom. Continua vendendo muito bem e o mercado está forte e resiliente, apesar do momento econômico um pouco pior”, disse o co-presidente da companhia, Rafael Menin Teixeira de Souza, acrescentando que o segmento de baixa renda, em que atua a MRV, segue sustentado por parâmetros positivos, como os juros “interessantes” do financiamento imobiliário nessa faixa.

O número de distratos imobiliários deverá cair no longo prazo, à medida que aumenta a participação da chamada venda simultânea (SICAQ/SAC) nas vendas da MRV Engenharia, de acordo com o co-presidente da companhia.

Conforme a MRV, o segmento econômico – a companhia atua em baixa renda – “continua apresentando resiliência em função dos aspectos demográficos do país, taxa de desemprego no menor nível histórico, acompanhado por um mercado menos competitivo, pela manutenção de uma demanda potencial consideravelmente maior que a oferta e pelas condições de crédito favoráveis”.

De acordo com Rafael Menin, o mercado segue forte e comprador neste fim de ano, sem emitir sinais de que o quarto trimestre vá ser diferente ou pior que os demais períodos de 2014. “Nossos clientes não deixam de comprar por causa do resultado das eleições. Eles compram por necessidade”, afirmou.

A MRV destacou ainda que a Urbamais, empresa por meio da qual atua no segmento de loteamentos, lançou seu primeiro projeto no terceiro trimestre, o Parque Atlanta, em Araraquara (SP).

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Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 17 de Outubro de 2014 por Stella Fontes