DURATEX FAZ PARCERIA EM FLORESTAS PARA ABASTECER FUTURA FÁBRICA

A Duratex fechou parceria para a criação de base florestal de eucalipto em Alagoas, mirando o abastecimento de sua futura fábrica de painéis MDF a ser instalada na região. A Duratex Florestal, subsidiária da Duratex, e a Usina Caeté, do ramo sucroenergético, vão investir, em conjunto, R$ 72 milhões até o fim de 2020 na joint venture Caetex Florestal.

“A Duratex mantém o olhar de longo prazo”, afirma o presidente da companhia, Antonio Joaquim de Oliveira, ao ser questionado sobre a razão de apostar na expansão de painéis de madeira num momento em que esse mercado não justificaria novos investimentos. “A nova fábrica poderia ser estabelecida a partir de 2018 ou 2019″, conta. Será a primeira unidade de produção de painéis de madeira no Nordeste.

Se a fábrica não for implantada por alguma razão ou tiver as operações postergadas, a Caetex poderá vender madeira para projetos de energia do Nordeste, além de exportar a matéria-prima para a Europa.

O Nordeste é a região do país em que as vendas de painéis de madeira têm apresentado as maiores taxas de crescimento. “O volume de MDF consumido hoje no Nordeste já é do tamanho de uma fábrica”, diz Oliveira. Segundo ele, a Duratex está conversando com clientes fabricantes de móveis que já fornecem para a região sobre a possibilidade de instalação de um polo moveleiro nas proximidades da futura fábrica.

img-342056-floresta-sustentavel-da-duraflora
Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 05 de Dezembro de 2014 por Chiara Quintão

VAREJO ATRASA DEFINIÇÃO DE ORÇAMENTO

As empresas do setor de varejo e consumo têm encontrado dificuldades para definir o orçamento de 2015. Normalmente, um cálculo prévio é aprovado pelos controladores, no máximo, entre fim de novembro e início de dezembro, mas fontes ouvidas contam que há adiamentos e orçamentos ainda em aberto. “Poucas empresas já têm isso no papel e aprovado pelo conselho de administração”, diz um membro de conselho de três redes varejistas.

Incertezas no campo econômico, como crescimento real da renda e nível de consumo das famílias, interferem nesse cálculo, segundo executivos ouvidos pelo Valor nas últimas semanas. Projeções para câmbio, inflação e taxa de desemprego também afetam diretamente esse planejamento. Algumas empresas optaram por estabelecer faixas para alguns indicadores.

“Em termos de variação real da renda, a previsão é queda de 1%, com taxa de desemprego em 5,9% e alta de 1,5% a 1,8% no consumo das famílias. E quanto ao câmbio, previu-se uma faixa mais ampla, de R$ 2,70 a R$ 2,90. As linhas gerais estão aprovadas, mas há volume maior de incertezas no orçamento do ano que vem”, diz um diretor financeiro de uma rede.

“É um ano diferente dos anteriores, com muitas variáveis em suspenso. Não necessariamente porque vemos algo ruim, mas porque se sabe que é mais difícil mesmo fazer as projeções hoje”, disse, semanas atrás, Christophe José Hidalgo, diretor vice-presidente de finanças do Grupo Pão de Açúcar.

O Magazine Luiza trabalhava para concluir o orçamento, semanas atrás, considerando uma expansão modesta do PIB (Produto Interno Bruto) em 2015, disse Marcelo Silva, diretor superintendente. “Para 2015 estimamos crescimento [da companhia] em dois dígitos baixos”, disse ele. Uma expansão de 15% nas vendas é considerada pela rede uma taxa média.

O Carrefour deve atualizar dados do orçamento de 2015 em duas semanas, e considera hipótese de estabilidade até leve queda em volume vendido no próximo ano – algo que pode ser compensado, diz Charles Desmartis, presidente do Carrefour, por ganhos de eficiência criados com recentes reestruturações internas.

Empresas contam que há outras variáveis pouco claras e com peso direto na definição do orçamento anual. Reajustes de tarifas de energia e água em 2015, em meio a um cenário de risco de racionamento, impactam diretamente as despesas operacionais das companhias.

“O que eu quero para 2015 é tentar alcançar o orçamento projetado em 2014, e que não foi alcançado”, diz José Barral, presidente do Sonda Supermercados. “É um dos anos mais difíceis de se definir orçamento que já vi até hoje [...]. Antes a gente olhava mais para vendas e trabalhava despesas depois, agora despesa é prioridade”.

VAREJO

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 05 de Dezembro de 2014 por Adriana Mattos

This entry was posted in Mercado.

SETOR DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO TERÁ EM 2014 A MENOR ALTA EM DEZ ANOS

O varejo de materiais de construção deverá terminar 2014 com um crescimento bem abaixo da projeção de 7% que havia sido feita no início do ano pela Anamaco (associação da área).

Após registrar estagnação nas vendas em novembro, a entidade revisou a estimativa para baixo pela segunda vez e agora calcula que o aumento será de 2%.

“Esse percentual dificilmente vai mudar em dezembro. As vendas para as reformas de fim de ano já ocorreram” , diz Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Se o cálculo se confirmar, será o pior crescimento dos últimos dez anos para o setor. “Mais baixo até que o registrado na crise de 2009. Mesmo assim, em vista do PIB previsto para este ano, não será de todo ruim.”

Em julho, depois da Copa, a entidade já havia reduzido a estimativa para 3,5%.

Mais do que a desaceleração da construção civil no país, a perda de dias úteis por causa do Mundial e das eleições foi a principal causa da evolução menor das lojas de materiais, segundo Conz.

“A diminuição dos lançamentos imobiliários não impacta diretamente o nosso setor, quem sente mais são os fabricantes de materiais de construção” , explica.

Entre os segmentos que apresentam quedas nas vendas em novembro, estão os de revestimentos cerâmicos (5%) e cimentos (3%).

Com cerca de 145 mil lojistas no país, o setor movimentou R$ 57,4 bilhões em 2013.

construcao_civil

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 07 de Dezembro de 2014 por Maria Cristina Frias

CIDADES MENORES FORMAM NOVO NICHO

A Tenco Shopping Centers corre contra o tempo para cumprir a meta de ter 30 centros de compras até 2017. Atualmente, tem dez estabelecimentos em operação, dois deles inaugurados neste mês, outros seis em construção e pretende lançar três novos empreendimentos em 2015. Quando resolveu dedicar-se exclusivamente à indústria de shoppings, a empresa mineira decidiu investir em espaços pouco explorados pela concorrência: cidades onde os malls ainda não existiam, preferencialmente no interior. O fundo de investimentos Pátria aderiu ao projeto em 2011, e captou R$ 1 bilhão para aplicar no negócio.

“Nosso alvo são as cidades com população entre 200 mil e 250 mil habitantes. Mas podemos entrar em localidades menores, de 150 mil a 170 mil moradores, que sejam polos de atração de determinadas regiões”, explica o presidente da Tenco, Eduardo Gribel. A decisão está condicionada ainda à renda da população e à adesão ao projeto de pelo menos duas lojas âncoras.

arte27esp-101-localiza-g8

O 4, o primeiro do agreste de Alagoas, faz parte da rede. Abriu as portas em setembro de 2013. Agora, recebe 65 mil veículos e 400 mil pessoas por mês. A cidade, com uma população estimada de 230 mil habitantes, tem em sua área de influência cerca de 600 mil pessoas. O empreendimento foi inaugurado com cerca de 30 das 204 lojas abertas, embora tivesse 120 contatadas. “Fora dos grandes centros, os lojistas têm dificuldades para cumprir o cronograma até porque existe uma grande carência de mão de obra. Mas no primeiro Natal, 70% delas estavam em funcionamento”, explica Gribel.

A Lojas Riachuelo, do Grupo Guararapes, não teve dificuldade em cumprir o prazo. “As vendas aumentam de 12% a 15% ao mês, e estão de acordo com o cronograma traçado pelo grupo, apesar do momento econômico difícil”, diz o gerente Diego Duremberg. A vacância do Arapiraca Garden Shopping está na casa dos 12%. O empreendimento deve receber, ainda neste final do ano, outro parceiro tradicional da Tenco: as Lojas Renner. A empresa mineira investiu cerca de R$ 700 milhões neste ano, entre recursos próprios e financiamentos bancários, e vai aplicar R$ 500 milhões em 2015.

A rápida expansão da indústria de shoppings oferece novas oportunidades aos lojistas. No entanto, a decisão de entrar em um centro de compras torna-se ainda mais criteriosa, quando envolve novos empreendimentos em cidades de menor porte, onde a maturação é sempre mais lenta. Cautela é a palavra de ordem do comércio, incluindo as redes de franquias, as grandes parceiras. Recente estudo da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostra que são franquias 34,5% das 55.743 lojas pesquisadas em 503 centros de compra de todo o Brasil. No setor de alimentação, o percentual sobe para 57%.

Algumas redes desenvolveram formatos mais adequados à nova realidade, com lojas mais compactas, que exigem investimentos menores. Foi o caso do Grupo Ornatus, dono das marcas Morana e Balonè, de acessórios femininos, Jin Jin Wok, Jin Jin Sushi e Little Tokyo, de comida oriental, e da Mr. Sandwich, de alimentação natural.

“Hoje, é um grande desafio gerar lucros para os franqueados. Nas cidades pequenas, eles são menores, mas podem ser compensados por alugueis e despesas de operação reduzidos”, comenta o diretor de desenvolvimento e negócios do Grupo Ornatus, Eduardo Morita. Há cerca de três anos, a empresa criou o “formato light” para a Morana, com um custo 29% menor do que o da franquia padrão. Entre 15% e 20% das 300 unidades de rede estão em shoppings fora das capitais.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 27 de Novembro de 2014 por Jane Soares

CONCEITO DE ESCRITÓRIO COLETIVO GANHA VERSÃO PARA COZINHA EM SP

Espaço serve para testar receptividade dos clientes para a comida

Estimular a colaboração entre profissionais do ramo da gastronomia e comercializar produtos a preço baixos. Essa é a aposta do empresário Wolf Menke, em São Paulo, um “coworking” (local de trabalho coletivo) para esse setor, o House of Food.

“Percebi que não havia nenhum espaço assim na cidade no ramo gastronômico e noto que há  uma alta procura no mercado de “coworkings” , diz o empreendedor. Ele possui, há   pouco mais de um ano, um outro espaço compartilhado de trabalho, chamado House of Work. Ele afirma que, “em dois meses teve lucro e em três meses, fila de espera”.

14325390

O sucesso do primeiro negócio foi o estímulo para que ele e mais cinco sócios investissem R$ 250 mil para montar o “coworking” gastronômico, que conta com a cozinha industrial, um escritório e um local de convivência.

“Espero em 14 meses ter o retorno desse investimento.”

Menke não quer que seja só um lugar para as pessoas alugarem, preparem o prato e irem embora. O objetivo é que elas compartilhem ideias, façam projetos juntas e se ajudem.

Os locatários podem comercializar seus produtos ali mesmo, o que possibilita testar a receptividade do consumidor. O empresário vende bebidas e compôs o ambiente co mesas e cadeiras para que os clientes possam ficar no local.

Apesar de não atuar no ramo gastronômico, a empresária Carolina Kato quis testar a aceitação de seus pratos. “Gosto de cozinhar, mas queria saber se seria capaz de fazer comida para bastante gente, pensando em um negócio para o futuro. Fiz um teste na hora do almoço, preparei um risoto e vendi uns 50 pratos a R$ 12″ , conta.

O aluguel do espaço varia de R$ 350 a R$ 450, a diária, e R$ 2.500, por semana. Os locatários, até agora, costumam ser donos de “food trucks” e outros empreendedores do ramo que precisam de espaço para o pré-preparo de seus alimentos, estudantes de gastronomia e chefs de cozinha.

“Eu faço um evento gastronômico e procurava um lugar que tivesse cozinha, escritório e espaço para eu vender os pratos. Já aluguei por uma noite e pretendo fazer isso mais vezes” , diz o chef de cozinha Raphaela Despirite, que comercializou seus pratos ao tíquete médio de R$ 15.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 23 de Novembro de 2014 por Aline Oliveira

GOVERNO BRASILEIRO SE TORNOU CHINÊS DEMAIS

Economista britânico afirma que o Brasil sofre com excesso de intervencionismo e que errou em previsões

O economista britânico Jim O'Neill

O economista britânico Jim O’Neill

Conhecido –e muitas vezes criticado– por suas previsões consideradas excessivamente positivas, o economista britânico Jim O’Neill, criador do acrônimo Bric, parece ter perdido seu entusiasmo com pelo menos um país: o Brasil.

Em 2012, quando as incertezas sobre a recuperação da economia global eram ainda maiores que as de hoje, o então economista-chefe do banco americano Goldman Sachs escreveu que se mantinha “extremamente otimista em relação ao Brasil” e que o país representava uma “grande esperança”.

Dois anos e meio depois, O’Neill afirma que muita coisa deu errado desde então. E que um dos principais responsáveis pelo baixo crescimento registrado no país é o que define como política intervencionista do governo da presidente Dilma Rousseff.

“O governo brasileiro se tornou chinês demais”, afirmou, em entrevista à Folha em Londres, onde vive. O papel desempenhado pelo BNDES na concessão de empréstimo ao setor privado nos últimos anos, a juros subsidiados, e a atuação do Banco Central, que, segundo ele, precisa ser mais independente, são exemplos dessa política.

Qual sua perspectiva para o futuro da economia global?

Acho que a economia americana mostra sinais contínuos, embora erráticos, de aceleração. No momento, acredito que isso deva levar o Fed a aumentar as taxas de juros em 2015, provavelmente no meio do ano.

Há uma incerteza genuína particularmente em relação à volta dos investimentos. O gasto com investimento tem sido muito fraco no mundo. Isso inclui, para os padrões chineses, a China, mas também Alemanha e EUA. Isso sugere que os negócios ainda não querem tomar muito risco no longo prazo e isso é um pouco preocupante. Achei que neste ano isso começaria a mudar. Mas, até agora, não.

Em 2012, o sr. escreveu que estava extremamente otimista com o Brasil e que o país tinha um futuro promissor. Dois anos depois, o país deve crescer menos de 1% neste ano, a inflação voltou, os juros subiram. O que aconteceu?

Há uma pequena possibilidade de que nada tenha dado errado e o Brasil ainda viva uma grande volatilidade.

Se você olhar para o período entre 2001 e 2003, o país tinha um crescimento tão fraco quanto o que está tendo nesta década. As pessoas se esquecem disso. Entre 2005 e 2009, o país teve um forte crescimento, porque sua economia foi seriamente afetada pelo alto preço das commodities.

Então, se o preço das commodities começar a subir muito nos próximos anos, não seria tão surpreendente se o Brasil crescesse muito sem que nada mudasse.

Porém, eu acho, sim, que as coisas deram errado. E eu estive errado. Acho que errei porque imaginava que a inflação baixa iria desencadear uma nova era para as classes de renda baixa e média no Brasil, não apenas de maior consumo mas também de mais investimentos, mais riscos, mais criatividade. E isso não aconteceu. O consumo foi criado por meio de empréstimos, e não apoiado por um crescimento sustentável da renda. Não foram feitos investimentos suficientes.

Por que isso ocorreu?

Um problema real é que o governo brasileiro se tornou muito chinês, ao tentar direcionar demais a economia. O famoso efeito “crowding-out” [queda do investimento privado diante de uma política fiscal expansionista do Estado] ocorre no Brasil.

Uma consequência disso se vê na situação fiscal do país. Se o governo continuar tentando controlar tudo, gastar mais e mais, e não usar o dinheiro de forma eficiente, o deficit nas contas será o novo normal para o Brasil.

O intervencionismo é o principal problema?

Acho que Dilma não vem tendo sucesso na economia. Ela pode ter sido muito azarada com o “timing” na economia mundial. Mas o intervencionismo é uma questão principal. O papel do BNDES na concessão de empréstimos é algo muito chinês e é também um grande problema. Junte-se a isso o fato de que ela não fez nada para tornar o Brasil mais competitivo globalmente, fora do negócio de commodities. O que o Brasil tem para oferecer ao mundo, além de matérias-primas?

Não há apoio a um ambiente de tomada de risco, à inovação de alto impacto. Só commodities não é suficiente.

Que reformas estruturais são mais urgentes?

Um ponto crucial é que vocês têm quase 200 milhões de pessoas. Então, se o país fomentar reformas, permitindo mais dinamismo ao setor privado, apoiando uma maior tomada de risco e estimulando novos negócios, o Brasil ainda pode ser um lugar fantástico. Mas não vejo muitas evidências de que isso vá realmente acontecer.

E na política macroeconômica, que tipos de ajuste são necessários?

Acho que a presidente precisa tornar o Banco Central mais independente. A alta dos juros que ocorreu dias após a eleição foi um desdobramento muito interessante nesse sentido. Pode demonstrar que Dilma será mais sensível às demandas do mercado, mas ainda é cedo para dizer.

Você criou recentemente um novo acrônimo para um grupo de países, os Mint (México, Indonésia, Nigéria e Turquia). Que características os une e o que os diferencia dos Brics?

A população. E, em contraste com China e Rússia, os quatro países do Mint têm população jovem, não há um fardo demográfico. A população economicamente ativa nesses países vai crescer muito nos próximos 20 anos, o que é uma diferença importante em relação aos Brics. Além disso, têm relações comerciais muito diversas. Já a Nigéria é uma exceção, com população muito grande, mas também desafios de corrupção e quanto à democracia.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 09 de Novembro de 2014

This entry was posted in Mercado.

EUCATEX BUSCA REPETIR ESTE ANO FATURAMENTO DE 2013

A Eucatex está se empenhando para manter, neste ano, o mesmo faturamento de 2013 e para recuperar parte da margem perdida até setembro. A companhia já deu início a altas de preços no segmento de painéis de madeira, que devem chegar ao patamar de 5% a 6% no acumulado do quarto trimestre. No segmento de tintas, pode haver novo aumento de preços, conforme o impacto do câmbio nos custos.

Em relação aos volumes comercializados, a expectativa é que o quarto trimestre mantenha o nível semelhante ao dos três últimos meses do ano passado, segundo o vice-presidente executivo e diretor de relações com investidores da Eucatex, José Antonio Goulart de Carvalho.

No terceiro trimestre, as vendas físicas de painéis de madeira da Eucatex cresceram 9% ante o mesmo período de 2013, mas a receita do segmento teve queda de 0,9%, devido a preços menores decorrentes de descontos realizados ao longo do ano. Os preços de painéis de madeira ficaram estáveis na comparação com os do segundo trimestre.

No segmento de tintas, o volume vendido teve queda de 1,6% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, mas a receita subiu 6,2%, devido a preços mais elevados. Segundo Carvalho, os preços foram reajustados durante o ano para recompor aumentos de custos de matérias-primas atrelados ao dólar.

O lucro líquido da Eucatex teve queda de 77,4% no terceiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 7,9 milhões. Na mesma comparação, a receita líquida subiu 1,3%, para R$ 296,6 milhões.

A margem bruta caiu de 33,3% para 29,9%. O custo de produtos vendidos cresceu 6,1% no terceiro trimestre, devido à alta de preços de parte dos principais insumos e aos aumentos das despesas com mão de obra. O resultado financeiro da Eucatex piorou no trimestre, passando de despesa financeira líquida de R$ 13,2 milhões, um ano antes, para R$ 22,5 milhões.

pisos-laminados-eucatex

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 06 de Novembro de 2014 por Chiara Quintão

This entry was posted in Mercado.

MRV TEM RECORDE DE VENDAS CONTRATADAS

Construção Valor atingiu R$ 1,467 bilhão entre julho e setembro, alta de 5,7% sobre o mesmo período de 2013

MRV Engenharia registrou vendas contratadas de R$ 1,467 bilhão no terceiro trimestre, a melhor marca para o intervalo em toda a história da companhia e 5,7% acima do valor obtido um ano antes. Frente ao segundo trimestre, porém, as vendas recuaram 3,4%. Em número de unidades, as vendas contratadas de julho a setembro ficaram em 10.029, queda de 2,2% ante as 10.250 unidades registradas no mesmo período de 2013.

A MRV registrou recorde de vendas contratadas no acumulado do ano até setembro, com R$ 4,524 bilhões (ou 31.399 unidades), valor que representa alta de 17,1% na comparação anual.

“A MRV repetiu mais um trimestre muito bom. Continua vendendo muito bem e o mercado está forte e resiliente, apesar do momento econômico um pouco pior”, disse o co-presidente da companhia, Rafael Menin Teixeira de Souza, acrescentando que o segmento de baixa renda, em que atua a MRV, segue sustentado por parâmetros positivos, como os juros “interessantes” do financiamento imobiliário nessa faixa.

O número de distratos imobiliários deverá cair no longo prazo, à medida que aumenta a participação da chamada venda simultânea (SICAQ/SAC) nas vendas da MRV Engenharia, de acordo com o co-presidente da companhia.

Conforme a MRV, o segmento econômico – a companhia atua em baixa renda – “continua apresentando resiliência em função dos aspectos demográficos do país, taxa de desemprego no menor nível histórico, acompanhado por um mercado menos competitivo, pela manutenção de uma demanda potencial consideravelmente maior que a oferta e pelas condições de crédito favoráveis”.

De acordo com Rafael Menin, o mercado segue forte e comprador neste fim de ano, sem emitir sinais de que o quarto trimestre vá ser diferente ou pior que os demais períodos de 2014. “Nossos clientes não deixam de comprar por causa do resultado das eleições. Eles compram por necessidade”, afirmou.

A MRV destacou ainda que a Urbamais, empresa por meio da qual atua no segmento de loteamentos, lançou seu primeiro projeto no terceiro trimestre, o Parque Atlanta, em Araraquara (SP).

size_810_16_9_PX00088_9

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 17 de Outubro de 2014 por Stella Fontes

CONSTRUTORA FAZ PRÉDIO PARA ALUGAR IMÓVEIS

Sem vendê-los, empresa locará e administrará os apartamentos de edifício em SP

Erguer dois prédios e não vender imóveis, mas locá-los. Com essa estratégia, a incorporadora Vitacon procura se destacar no segmento de “long stay” (estadia longa).

Segundo Alexandre Lafer Frankel, dono da Vitacon, a empresa ficará com todas as unidades de dois edifícios de alto padrão (um no Itaim Bibi e outro nos Jardins, na zona oeste) e os alugará e administrará por conta própria.

Como os prédios não serão vendidos, a renda começará a ser recebida depois de prontos e locados.

Trata-se de uma novidade no segmento residencial no país. O comum é as construtoras lançarem o edifício e venderem-no durante a construção ou, se isso não acontece, depois de concluído.

“Seremos donos do ativo inteiro. Quando você é dono, pode coordenar a demanda e a manutenção”, diz Lafer. A estimativa é de R$ 8.500 a R$ 9.000 o valor da locação mensal do imóvel já decorado, segundo estudo elaborado pela empresa.

As unidades medirão de 25 m² a 60 m² e as obras devem ser concluídas em até 20 meses. Segundo Lafer, o capital investido é próprio, mas ele estuda a obtenção de financiamento bancário para tocar a obra.

Os edifícios “long stay” são voltados à demanda por aluguel com duração em geral de até um ano e ficam em áreas nobres próximas a eixos financeiros.

Contam com serviços de hotel, como arrumação básica do imóvel e estacionamento com manobrista. O público-alvo é formado por executivos, profissionais liberais, estudantes e estrangeiros.

Por isso, as empresas que atuam na área miram multinacionais, que utilizariam o imóvel para a hospedagem de seus funcionários, em vez de os deixarem em hotéis.

Ricardo Grimone, diretor de incorporação da Related Brasil, diz que construir um prédio sem vender as unidades está no radar da Related, mas não fixa prazo para isso.

A incorporadora hoje atua no segmento longa estadia com um lançamento na região da avenida Faria Lima, eixo financeiro paulistano, mas, como outras incorporadoras, segue o formato tradicional de colocar todas as unidades à venda.

Jaques Bushatsky, diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), lembra que os prédios para locação seguem uma tendência existente em outras capitais de negócios, como Nova York.

Fachada de futuro edifício nos Jardins (zona oeste de SP) cujas unidades, voltadas a aluguel, não serão comercializadas

Fachada de futuro edifício nos Jardins (zona oeste de SP) cujas unidades, voltadas a aluguel, não serão comercializadas

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 19 de Outubro de 2014 por Daniel Vasques

VAREJO VÊ RECUPERAÇÃO EM VENDAS E CONSOLIDAÇÃO

Após os resultados fracos do varejo de moda no período da Copa do Mundo da Fifa, representantes do setor esperam melhora em vendas neste fim de ano em relação ao desempenho do primeiro semestre. O Indicador Serasa Experian mostrou avanço de 0,9% no varejo de tecidos, vestuário, calçados e acessórios em setembro frente a agosto. No acumulado de nove meses, o setor cresceu 0,7%. As notícias recentes de fusões também trouxeram fôlego novo ao setor.

O Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) projeta para o ano um crescimento de 1,5% a 2% no varejo de moda, com uma pequena aceleração nas vendas neste quarto trimestre. A estimativa é menor que a previsão feita no início do ano, de 3,4%. Em 2013, o varejo de moda cresceu 8,7%, para R$ 172 bilhões. “Não é um crescimento expressivo, mas a Copa do Mundo derrubou muito as vendas”, disse Marcelo Prado, diretor-sócio do IEMI. Ele ponderou ainda que a recuperação em vendas no fim do ano não será uma realidade para todas as redes varejistas.

Sidnei Abreu, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), disse que as varejistas de moda estão otimistas em relação ao segundo semestre. A entidade não faz projeção de vendas. “Depois da Copa e do primeiro turno das eleições, o varejo passou a ter um ritmo mais acelerado e a expectativa é de um avanço nas vendas com as promoções de fim de ano e Black Friday [dia promocional do varejo no fim de novembro]“, disse Abreu.

Tanto a Abvtex quanto o IEMI consideram que o cenário atual de restrição ao crédito dificulta as vendas de produtos de alto valor agregado, como linha branca, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, mas não tem grande impacto nas vendas de roupas e acessórios, devido ao tíquete médio baixo por compra (da ordem de R$ 150). “Nos últimos anos, os brasileiros trocaram TV, carro, compraram casa. Neste ano, teremos a oportunidade de um Natal forte para roupas e acessórios”, disse Abreu.

000000000 vitrine

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 14 de Outubro de 2014 por Cibelle Bouças