GRANDES EMPRESAS SE DESMEMBRAM E DEIXAM DIVERSIFICAÇÃO PARA TRÁS

A HP anunciou que vai se separar em duas empresas para ganhar agilidade.

A HP anunciou que vai se separar em duas empresas para ganhar agilidade.

Gigantes empresariais estão separando suas unidades de negócio e se dividindo numa velocidade quase recorde, à medida que tamanho parece ser cada vez mais uma desvantagem para investidores preocupados com crescimentos baixos e a concorrência mundial acirrada.

Grande sempre foi sinônimo de melhor na América corporativa — para diretores-presidentes expandindo suas empresas e investidores procurando proteção contra mudanças repentinas dos mercados. Mas o sol parou de brilhar para os construtores de impérios. Os investidores estão pressionando as empresas para se livrar de seus negócios com crescimento mais lento e concentrar esforços em operações mais promissoras.

Hewlett-Packard Co., que ajudou a inventar o setor de computação, está deixando de produzir PCs. A PepsiCo está sob pressão para separar suas unidades de refrigerantes e de salgadinhos. Até o conglomerado por excelência, a General Electric Co., está enfrentando os argumentos de um importante analista de Wall Street que diz que não faz sentido vender escâners para tomografia e motores de avião ao mesmo tempo.

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Conglomerados já foram erguidos e desmantelados antes. Mas a nova abordagem é notavelmente enérgica, liderada por fundos ativistas que, segundo a firma de dados HFR, acumularam US$ 111 bilhões em dinheiro para investir, soma que permite a eles mirar em alvos cada vez maiores.

Nesse cenário, as corporações ao redor do mundo já venderam ou dividiram, só neste ano, subsidiárias e unidades de negócios avaliadas em US$ 1,6 trilhão, um pouco atrás do recorde de 2007, segundo a Dealogic. Algumas empresas estão indo na direção oposta, como fez a AT&T Inc. no seu acordo de US$ 49 bilhões para comprar a operadora de TV via satélite DirecTV. Mesmo assim, a pressão mudou o tom das discussões nas empresas, onde conselheiros e executivos estão prestando mais atenção ao seu portfólio de negócios.

O fundo ativista Trian Fund Management LP, que exigiu com sucesso a divisão de empresas diversas como Kraft, Wendy’s e Ingersoll-Rand PLC, sustenta que as companhias agora têm que conquistar o privilégio de ser um conglomerado. A visão do Trian é que diversificar raramente compensa, argumento que usa para pressionar a Pepsi e a gigante química DuPont Co. 

As duas empresas estão resistindo à divisão que o Trian deseja, embora a DuPont tenha anunciado um plano de separar uma unidade responsável por cerca de 20% de seu faturamento.

O argumento do Trian encontra algum apoio nos dados. Numa média entre 2000 e 2010, as ações dos conglomerados norte-americanos tiveram um desempenho 11,4% inferior ao de seus concorrentes mais focados, segundo estudo de Anil Shivdasani, professor de finanças da Faculdade de Administração Kenan-Flagler, da Universidade da Carolina do Norte. As ações de empresas que anunciaram um desmembramento superaram as de seus pares em 6% nos três meses que se seguiram ao anúncio. O professor Shivdasani disse na segunda-feira que os dados permaneceram similares até o fim do ano passado.

As ações da HP subiram 4,7% na segunda-feira, depois que ela informou que se dividiria em duas empresas, uma voltada para o setor de PCs e impressoras e a outra para a venda de servidores, equipamento de armazenagem de dados e software, além da prestação de consultoria e outros serviços para empresas.

Esse tipo de arranjo é típico de divisões corporativas. A Gannett Co. e a News Corp., que publica o The Wall Street Journal, tomaram decisão semelhante ao separar suas unidades de publicações impressas dos seus pujantes negócios de televisão e filmes.

Nem sempre funciona como esperado. Quando a ITC Corp. se dividiu em três empresas, em 2011, as expectativas eram especialmente elevadas para uma das unidades, a Xylem Inc., que fabrica bombas, válvulas e equipamentos para tratamento de água. Mas o crescimento da receita foi lento desde então, em parte devido à crise na Europa e as vendas fracas para as empresas de serviços públicos.

Desde a separação, as ações da Xylem subiram perto de 36%, enquanto o índice de ações S&P 500 avançou 53%. O faturamento, que ficou estável em 2012 e 2013, deve crescer cerca de 3,7% este ano, estima a Xylem. A empresa também informou que se beneficiará no longo prazo do crescimento da população global, da escassez de água e das preocupações ambientais.

No mesmo período, a cotação das ações da ITT, que produz pastilhas de freio para carros e bombas utilizadas na produção de petróleo, mais do que dobrou. “Estamos mais próximos dessas empresas do que antes”, diz o diretor financeiro, Thomas Scalera, explicando os benefícios da separação. “Se virmos que as coisas não estão indo na direção certa, podemos agir com muito mais rapidez.”

Uma história clássica de divisão envolve a Philip Morris. Em um esforço para se diversificar, a empresa de tabaco adquiriu a Kraft Foods em 1988. Mas a empresa, que hoje se chama Altria Group Inc., desmembrou totalmente a Kraft para os acionistas em 2007 e, um ano depois, separou suas operações fora dos Estados Unidos, criando a Philip Morris International. Em 2012, foi a vez da Kraft se desmembrar da sua unidade global de biscoitos e doces, a Mondelez InternationalInc., que vem tendo um rápido crescimento.

Hoje, a Altria e sua cria têm uma capitalização de mercado combinada de US$ 315 bilhões, 71% maior que em 2007, antes do desmembramento da Kraft. Já o S&P 500 teve alta de 38,5% durante o mesmo período.

3M Co. é uma que há muito desafia essa tendência de aguçar o foco. Em sua ampla gama de produtos estão fita adesiva, filmes empregados para iluminar telas de computador, adesivos usados na fabricação de carros e sistemas de rastreamento eletrônico de livros para bibliotecas.

Uma possível divisão da empresa dificilmente aparece nas discussões com investidores, em parte porque a 3M tem sido uma geradora consistente de lucros, diz Jeffrey Sprague, sócio-gerente da Vertical Research Partners. A companhia aumentou seus dividendos em todos os últimos 56 anos e suas ações são negociadas a uma relação preço/lucro de 17 considerando o lucro projetado para 2015, ante uma relação de 15 da GE, diz Sprague.

A General Electric também é uma defensora do modelo. O diretor-presidente Jeff Immelt diz que a GE é capaz de ampliar o valor de sua pesquisa e desenvolvimento em diversos negócios diferentes — como usar avanços tecnológicos similares para melhorar a eficiência em seus motores de aviões, turbinas movidas a gás e locomotivas.

Ainda assim, a GE respondeu a investidores descontentes se desfazendo de unidades consideradas secundárias.

(Colaboraram Bob Tita, Dana Mattioli e Ted Mann.)

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 08 de Outubro de 2014

AMIL INVESTE EM HOSPITAL DE LUXO

A rede de saúde Amil está investindo US$ 250 milhões na construção de um complexo hospitalar na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O Americas Medical City será voltado principalmente ao público de maior poder aquisitivo e terá dois hospitais, o Samaritano e o Vitória. Integram o complexo de cinco prédios e 72 mil metros quadrados, também, um centro de treinamento e um prédio com 250 consultórios.

O destaque é o investimento em tecnologia e tratamentos de ponta. As especialidades do complexo serão o diagnóstico e o tratamento de doenças oncológicas, cardiologia, neurorradiologia intervencionista e pediatria.

Os dois hospitais terão, juntos, 404 leitos, com possibilidade de expansão para 494 unidades. As redes vão compartilhar o centro de diagnósticos e o centro cirúrgico. De resto, terão funcionamento e estruturas separados.

“O Samaritano será como a primeira classe, e o Vitória corresponderá à classe executiva [de um avião]“, comparou o diretor executivo do complexo, Charles Souleyman. Há espaço para a construção de outro prédio, a depender da demanda.

Os hospitais começam a funcionar em setembro, com 100 leitos. A previsão é de aumentar 50 leitos por vez, até chegar ao total de 404 leitos, também em função da demanda.

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Matéria publicada pelo Jornal Valor Econômico em 17 de Julho de 2014.

EM ANO FRACO, MARCAS NÃO SE VALORIZAM

Desde que o ranking de marcas brasileiras da Interbrand foi criado, doze anos atrás, pela primeira vez o valor total dos 25 nomes que compõem a lista é menor do que o ano anterior, o que pode ser apontado como um reflexo do cenário político-econômico incerto. Neste ano, as marcas foram avaliados em R$ 94,9 bilhões, em ligeira queda de 1% – o que a consultoria considera estabilidade.
André Matias, diretor de avaliação de marcas da Interbrand, diz que não foi a estabilidade, no entanto, que marcou o ranking. Quatro das cinco principais marcas se desvalorizaram, o que acarretou uma perda acumulada de R$ 5,5 bilhões. Por outro lado, a maior parte teve desempenho positivo: 16 marcas ganharam valor e quatro passaram a fazer parte da lista deste ano.
Os setores que mais se destacaram foram os de varejo – com Hering, Casas Bahia e Ponto Frio puxando o crescimento e Arezzo estreando na lista – e de bebidas – com as boas performances de Brahma, Skol e Antarctica, da Ambev.
O desempenho das varejistas e de marcas de moda, como a das sandálias Havaianas, fabricadas pela Alpargatas, refletem o aumento do consumo, com o maior poder aquisitivo da classe média, aliado a uma boa execução das companhias.
As marcas de cerveja são beneficiadas pela aproximação da Copa do Mundo, em 2014, quando devem ter mais visibilidade, assim como ocorreu no ano passado com a Copa das Confederações. A Ambev patrocina a Fifa e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O valor de uma marca é calculado a partir da análise de sua força em relação à concorrência, o papel que ela desempenha na decisão do cliente e a performance financeira de seus produtos ou serviços.

Os bancos Itaú, Bradesco e Banco do Brasil continuam à frente, nas três primeiras posições do ranking, mas perderam valor em relação ao último estudo. “Apesar da redução, não significa que essas marcas são menos importantes do que eram no passado”, diz Matias. Mas elas são as primeiras prejudicadas pelo cenário econômico. “São marcas que trabalham gestão de forma bastante consistente e, se não fossem tão fortes, teriam caído mais”, afirma Daniella Giavina-Bianchi, diretora-executiva da Interbrand.

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Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 26 de Novembro de 2013 por Adriana Meyge.

MAGAZINE LUIZA PREVÊ ABRIR ATÉ 40 LOJAS

Data: 02/04/2013 Editoria: Cultura Reporter: Robinson Borges Local: Sao Paulo, SP Pauta: Entrevista com a empresaria Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, para a secao A MESA COM O VALOR no restaurante Brasil a Gosto Setor: varejo Personagem: Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza - prato: Tilapia rosa grelhada, pure de mandioquinha e molho de cebola Foto: Regis Filho/ValorO Magazine Luiza vai manter, neste ano, um patamar de investimentos semelhante aos R$ 146,1 milhões desembolsados em 2013. O valor representou uma queda de 16,4% sobre o total aplicado em 2012. Parte dos recursos deve ser investido em aberturas de lojas e, segundo Marcelo Silva, diretor-superintendente da rede, a expectativa é abrir de 30 a 40 unidades em 2014. Como a varejista opera também com lojas menores, que vendem por terminais de internet e exigem menos recursos, a rede consegue abrir novos pontos desembolsando somas menores.

“As aberturas terão como ênfase o Nordeste”, disse Silva, em teleconferência com analistas ontem. A região responde hoje por 15% das vendas da rede. Em 2013, foram inauguradas 17 lojas e fechadas 16 unidades. Cerca de 90% do valor aplicado em 2013 foi em reforma de lojas e em tecnologia.

O comando da empresa acredita ser possível crescer acima da média do comércio eletrônico em 2014 e manter o avanço de dois dígitos nas lojas físicas. Além disso, prevê manutenção da margem bruta este ano, apesar do “ambiente mais desafiador e de uma sazonalidade típica pelo evento da Copa do Mundo”, informou a companhia em relatório de resultados.

O programa “Minha Casa Melhor”, uma linha de crédito para compra de bens duráveis para quem adquiriu imóvel pelo “Minha Casa Minha Vida”, contribui de “forma incipiente” para as vendas da rede, segundo relatório da varejista. Mas Luiza Trajano, antiga defensora do projeto, disse que as expectativas são positivas.

“O programa representa 6% a 7% das vendas em algumas cidades. Em municípios com poucos beneficiados pelo programa, é menos mesmo. No Nordeste e interior de Minas Gerais, isso já está crescendo mais. Móveis deve ser a segunda linha com crescimento dentro do programa, após as famílias trocarem geladeiras, TVs, computadores”, afirmou ela.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 25 de fevereiro de 2014 por Adriana Mattos e Daniela Meibak

MADEIRAS RESISTENTES AO CUPIM

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“Peroba-do-campo, ipê (1), pau-ferro (2), imbuia, peroba-rosa (3), jacarandá, copaíba, braúna e sucupira (4)”, lista Sidney Milano, biólogo e diretor da PPV Controle Integrado de Pragas, de São Paulo. “Certas substâncias produzidas ao longo da vida da árvore se acumulam no cerne e são tóxicas para os insetos. Por isso, apenas essa porção mais escura e interna da tora apresenta resistência”, alerta. Tome cuidado com móveis industrializados feitos de sobras de madeira. “A qualidade dependerá da resistência de cada componente”, afirma Gonzalo A. Carballeira Lopez, biólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Sidney explica que alguns materiais, a exemplo do compensado, recebem proteção contra cupins no processo de fabricação. O tratamento mais profundo, no entanto, é a autoclave, em que a matéria-prima é submetida a ciclos de vácuo e pressão. E nem pense em trocar os móveis se a casa tiver focos da praga. “É preciso resolver o problema antes, chamando uma empresa que identifique o inseto e a infestação”, conclui Gonzalo.

Matéria publicada na revista Minha Casa em janeiro de 2014

GOOGLE: TODOS QUEREM SER ASSIM

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Ao visitar a sede brasileira do Google em São Paulo e conversar com um grupo de funcionários, fica fácil entender por que tantas companhias mundo afora tentam imitar sua gestão de pessoas e incorporar um pouco de sua cultura – e tão poucas conseguem. Na melhor empresa para trabalhar de 2013, tudo funciona a favor da criatividade, da produtividade e, sim, da felicidade do funcionário. A começar pelas instalações de trabalho, localizadas num prédio ecologicamente correto e inteligente no coração da Faria Lima, uma das regiões mais nobres da cidade. Nos três andares ocupados pela empresa, os espaços se tornam mais interessantes a cada lance de escada. As áreas de descanso e lazer seguem o padrão de bem-estar mundialmente conhecido (e copiado): salas de jogos e entretenimento, cantos com poltronas, pufes e redes para um rápido cochilo e estúdio com instrumentos musicais para que os aspirantes a músico possam ensaiar nas horas vagas. Cada um dos ambientes tem uma decoração especial, inspirada em vários pontos típicos da capital paulista, como a rua Oscar Freire, o bairro do Bexiga e o Museu de Arte de São Paulo (Masp).

No refeitório, os googlers, como são chamados os funcionários, podem tomar café da manhã, almoçar e jantar diante de uma agradável vista do terraço. A qualquer hora do dia, também é possível ir às áreas onde são servidos lanches, que mais parecem feiras de alimentos saudáveis. As refeições são gratuitas e não há limite de quantidade para consumo. Esses espaços foram planejados para proporcionar momentos de interação mas também servem para fazer reuniões de trabalho mais descontraídas. Para estreitar o relacionamento entre os funcionários, as equipes recebem verbas específicas para sair juntas depois do expediente. Sim, é como uma ajudinha para a happy hour da turma. Além de unir o time, a ideia é derrubar possíveis barreiras hierárquicas, algo que a empresa parece abominar. O pacote de benefícios é idêntico para profissionais de todos os níveis, o que faz com que a presidente e o estagiário tenham o mesmo plano de saúde.

O ambiente descontraído não é o único responsável pelo incentivo à criatividade. A diversidade nas equipes é estimulada com a intenção de aumentar o volume de troca de ideias. O Google também convida palestrantes para falar sobre qualquer assunto que não seja negócio e dá a cada funcionário uma cota anual de 16 000 reais para estudar – 20% do valor pode ser destinado a qualquer curso, como o de violão, para aumentar o repertório cultural. Experiências no exterior também são valorizadas. Quando ocorrem pedidos de expatriação, a chance de ser atendidos é grande. Primeiro, porque a empresa já nasceu internacional e não há barreiras que impeçam a mobilidade. Segundo, porque o banco de vagas global fica disponível na intranet e qualquer pessoa tem o direito de se candidatar. Os gestores têm papel importante não só na hora de orientar quem quer aprimorar conhecimentos fora do Brasil como também para ajudar a guiar a carreira dos que ficam. “O programa de recrutamento interno é bem estruturado, e nós treinamos os líderes para se aliarem aos subordinados nesse processo, pois entendemos que os talentos não são contratados para uma área específica, mas, sim, para o Google”, afirma Monica Santos, diretora de RH.

Escolhidos em processos seletivos exigentes, os funcionários do Google costumam ter bom desempenho, o que contribui para um ambiente bastante competitivo – mas “justo”, na visão do time. Autonomia e meritocracia são palavras muito repetidas por ali e, na opinião dos empregados, cabe a cada um escolher o direcionamento de sua carreira e a velocidade com que deseja ser promovido. As cobranças levam em consideração a qualidade dos resultados entregues, e não a quantidade de horas cumpridas no escritório ou em casa. E o RH oferece todas as ferramentas necessárias para o desenvolvimento profissional, como avaliação 360 graus, coaching, treinamentos internos e externos e programas de mentorado global, para orientar os funcionários a pensar em uma carreira ilimitada.

Além das oportunidades reais de desenvolvimento, o fato de O Google.com ter virado uma espécie de guru na vida de qualquer pessoa com acesso à internet torna agradável a sensação de fazer parte da companhia. Ações de cidadania e sustentabilidade também contribuem para um sentimento de dever cumprido entre os googlers. Todos têm direito a estacionamento gratuito, mas quem opta por andar ou pedalar até o trabalho ganha pontos, revertidos em doações a instituições assistencialistas. Uma vez por ano, funcionários do mundo inteiro tiram um dia de expediente para fazer trabalho voluntário em comunidades carentes. Os que se interessam por continuar a filantropia recebem 50 dólares para cada 5 horas extras em trabalho beneficente.  E muitos incorporam à rotina as ações iniciadas por incentivo do trabalho. Os valores corporativos são tão assimilados que, no Google, ninguém tem um emprego, mas, sim, um estilo de vida.

Matéria publicada na revista Você S/A em dezembro de 2013 por Cibele Reschke

FEIRA DO EMPREENDEDOR

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Empresários e candidatos a donos do próprio negócio já podem se programar para a 3ª edição da Feira do Empreendedor, que ocorre de 22 a 25 de fevereiro de 2014 no Expo Center Norte – Pavilhão Verde, em São Paulo. Organizado pelo Sebrae-SP a cada dois anos, o evento tem entrada franca e é considerado o principal dedicado às micro e pequenas empresas no Estado. A edição de 2012 reuniu aproximadamente 55 mil participantes. Serão 21 mil m² com estandes oferecendo consultoria individual e coletiva, portfólio do Sebrae-SP, Loja Modelo – itinerante – para o comércio varejista, espaço de negócios para empreendedores de startup além de exposição de oportunidades de negócios.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 18 de dezembro de 2013

VENDAS DE IMÓVEIS SOBEM

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As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo, registradas de janeiro a outubro, superaram o total comercializado no acumulado de 2012, de acordo com o Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado no período cresceu 41,4%, para R$ 15,7 bilhões ante o intervalo equivalente de 2012. Em todo o ano passado, as vendas totalizaram R$ 14,6 bilhões.

Em número de unidades, as vendas somaram 27.751 unidades em dez meses, superando em 31% o volume do mesmo período do ano passado e em 3% o acumulado de 2012, segundo o Secovi-SP. Até outubro, o volume comercializado foi maior que o lançado. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam que foram lançadas 24.179 unidades de janeiro a outubro, 24,1% acima do intervalo equivalente de 2012.

Em outubro, o indicador de vendas sobre oferta (VSO) de 12 meses alcançou 66,3%, segundo o Secovi-SP. No ano, o melhor desempenho foi registrado no mês de agosto, quando a VSO chegou a 67,4%.

O Secovi-SP mantém a projeção que 35 mil unidades serão comercializadas em 2013, com incremento de quase 30% ante 2012.

O VGV comercializado, em outubro, foi de R$ 1,119 bilhão, com alta de 10,1% ante outubro de 2012, mas queda de 15,3% ante setembro, conforme o Secovi-SP. Em unidades, houve expansão de 9,5% nas vendas na comparação com o mesmo mês de 2012, mas retração de 26,9% sobre setembro. O setor lançou 2.954 unidades em outubro, volume 15,6% acima do mesmo mês do ano passado e estável ante setembro. (CQ)

 

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 3 de dezembro de 2013

 

 

Cliente oculto avalia grau de satisfação

Marco Flavio Cardoso-Vidi shopper PMEMarcos Flavio Cardoso: faturamento dobrou todos os anos desde a fundação

Altamente difundido no exterior, especialmente nos Estados Unidos e em vários países da Europa, o serviço de “mistery shopping” ou cliente oculto ainda é incipiente no Brasil. Mas as prestadoras desse serviço – um tipo de balizador do grau de satisfação do cliente – estão bastante otimistas com o futuro, uma vez que, por conta da realização da Copa do Mundo em 2014 no Brasil, o setor de comércio e serviços brasileiro vem buscando aprimorar seus padrões de qualidade para não fazer feio durante o evento esportivo.

A ideia do negócio é bastante simples: a empresa que quer ter seus serviços avaliados contrata a prestadora. Esta, por sua vez, aciona um ou mais de seus clientes ocultos, que nada mais são do que cidadãos comuns, com atividades variadas como médicos, advogados e estudantes, cuja função é se passar por clientes “normais”. Essas pessoas são selecionadas a dedo, de acordo com o perfil da empresa que será avaliada, e fazem seu trabalho como freelancers.

Durante a visita ao local, o cliente oculto preenche uma ficha elaborada pela prestadora do serviço com todos os tópicos a serem avaliados. Na lista de avaliação, o “cliente” deve apontar os pontos positivos e negativos de sua experiência na hora da aquisição de um produto ou serviço. De posse dos dados, a empresa contratada para fazer o “mistery shopping” monta um relatório completo com o resultado da investigação, indicando ao seu cliente quais os pontos que devem ser melhorados.

 

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 18 de dezembro de 2013 por Adriana Cardoso

 

Helbor crescerá de 10% a 15% em 2014

A incorporadora Helbor estima crescer de 10% a 15% em lançamentos e vendas em 2014, na comparação com 2013, conforme o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Roberval Toffoli. Trata-se de estimativa, segundo o executivo, pois a Helbor não tem “guidances” de lançamentos e vendas.

Para o quarto trimestre, Toffoli diz que os lançamentos ficarão em torno de R$ 800 milhões, dos quais R$ 600 milhões já foram realizados. De janeiro a setembro, a companhia lançou R$ 700 milhões. Se confirmada a expectativa para o último trimestre, a Helbor lançará R$ 1,5 bilhão no acumulado do ano, ante R$ 1,39 bilhão em 2013.

A incorporadora tem voltado sua atuação para lançamentos de médio porte. Na cidade de São Paulo, a companhia busca ter lançamentos mínimos de R$ 50 milhões e com tamanho médio de R$ 80 milhões.

Para 2014, a companhia espera geração de caixa “muito positiva”, de acordo com Toffoli. O executivo ressaltou, porém, que é preciso calibrar esses recursos com os investimentos previstos para o ano, como a compra de terrenos.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 12 de dezembro de 2013 por Chiara Quintão