A BELEZA ESTÁ NOS DETALHES

Especialista em garimpar objetos pelo mundo, a estilista carioca Gloria Marques transformou este acervo no destaque de seu apartamento.

O aparador, na fronteira com da sala com a varanda, une cavaletes laranja (Tok & Stok) a tampo comprado pronto (Poeira).

O aparador, na fronteira com da sala com a varanda, une cavaletes laranja (Tok & Stok) a tampo comprado pronto (Poeira).

A moradora a estilista Gloria Marques encontrou a manta listrada do sofá em Paris. “Prefiro os móveis soltos, que facilitam mexer na decoração. Eles acomodam meu acervo de lembranças”, conta Gloria Marques.

A moradora a estilista Gloria Marques encontrou a manta listrada do sofá em Paris. “Prefiro os móveis soltos, que facilitam mexer na decoração. Eles acomodam meu acervo de lembranças”, conta Gloria Marques.

A estilista Gloria Marques pintou de azul os pés do banquinho de madeira. “Adoro inventar. Mas, olha, deu trabalho...”, diz.

A estilista Gloria Marques pintou de azul os pés do banquinho de madeira. “Adoro inventar. Mas, olha, deu trabalho…”, diz.

Neste sofá, as almofadas de tecidos africanos são da Sardina.

Neste sofá, as almofadas de tecidos africanos são da Sardina.

De uma viagem a Paris veio a dupla de vasos amarelos.

De uma viagem a Paris veio a dupla de vasos amarelos.

Apaixonada por letras, Gloria as agrupou nesta composição de parede.

Apaixonada por letras, Gloria as agrupou nesta composição de parede.

Móbile de mesa da loja do Museu de Arte Moderna de Estocolmo.

Móbile de mesa da loja do Museu de Arte Moderna de Estocolmo.

O arranjo de gloriosa enche de vida o vaso branco, há tempos na família.

O arranjo de gloriosa enche de vida o vaso branco, há tempos na família.

“Gosto de criar composições de objetos, especialmente se eles tiverem texturas artesanais e muita cor”, conta Gloria Marques. A parede da varanda exibe, em vez de quadros, cestos africanos. Sobre o aparador de madeira rústica, os castiçais cerâmicos em forma de baleia são do LZ Studio.

“Gosto de criar composições de objetos, especialmente se eles tiverem texturas artesanais e muita cor”, conta Gloria Marques. A parede da varanda exibe, em vez de quadros, cestos africanos. Sobre o aparador de madeira rústica, os castiçais cerâmicos em forma de baleia são do LZ Studio.

Na mesa de jantar, assinada por Warren Platner (1919-2006), os vasos de vidro (LZ Studio) espalham seu colorido. Cadeiras da Tok & Stok e tela apoiada no piso de Gláucia Leme.

Na mesa de jantar, assinada por Warren Platner (1919-2006), os vasos de vidro (LZ Studio) espalham seu colorido. Cadeiras da Tok & Stok e tela apoiada no piso de Gláucia Leme.

Antes na varanda, as poltronas de madeira vieram da extinta Jacaré do Brasil.

Antes na varanda, as poltronas de madeira vieram da extinta Jacaré do Brasil.

A porta da cozinha recebeu tom “verde-cheguei”, como Gloria defne. “Um exemplo de detalhe que faz a diferença.”

A porta da cozinha recebeu tom “verde-cheguei”, como Gloria defne. “Um exemplo de detalhe que faz a diferença.”

Voltado para a paisagem, o sofá (LZ Studio) veste estampa africana.

Voltado para a paisagem, o sofá (LZ Studio) veste estampa africana.

A moradora, na banqueta da H. Stern Home.

A moradora, na banqueta da H. Stern Home.

Na mesma loja foi encontrada a cadeira com entalhes de madrepérola.

Na mesma loja foi encontrada a cadeira com entalhes de madrepérola.

Os vasos de vidro são achados de Paris.

Os vasos de vidro são achados de Paris.

A estilista Gloria Marques abriu a porta do apartamento com uma cara satisfeita embora um pouco cansada. Sorridente, contou que o dia começara cedo, com a ida até a feira do Cadeg, na Zona Norte da capital fluminense, para comprar flores. Depois, preparara os arranjos, que distribuíra pelo aparador e pelas mesas da sala. Ainda tivera tempo para montar, na parede, uma composição com os cestos africanos, recém-trazidos da Espanha, e de correr a uma loja vizinha em busca da banqueta que faltava no terraço. Só aí experimentaria a sensação de dever cumprido. “Desde ontem, estou arrumando os ambientes para as fotos e resolvi testar novas configurações”, conta. “Coloquei o sofá estampado na varanda e levei as poltronas de madeira para dentro. Nelas, arrumei as almofadas que trouxe de uma viagem e que ainda estavam guardadas. Achei ótimo o exercício de repensar cada cantinho”, diz. Gloria é assim: adora mudar tudo de lugar em seu apartamento de três quartos em Ipanema, na beira da lagoa Rodrigo de Freitas. Ex-estilista da Richard’s, empresa para a qual desenvolvia a linha feminina, agora é dona da própria grife, a Sardina, que une moda a decoração – os dois universos nos quais transita com total desenvoltura. “Já viajei muito pesquisando tendências, e foi dessa forma que treinei meu olhar para os detalhes. São eles que fazem a diferença, seja numa roupa, seja no décor.”

Matéria publicada na revista Casa Claudia de Outubro de 2014

SESSENTÃO EM GRANDE FORMA

O apartamento dos anos 1950 precisava se adaptar à vida contemporânea. Totalmente reformado, incorporou facilidades de hoje sem abrir mão de luxos de outrora.

Sofá e mesa de centro da Micasa, poltronas de Thomaz Saavedra com tecido da JRJ e tapete da By Kamy

Sofá e mesa de centro da Micasa, poltronas de Thomaz Saavedra com tecido da JRJ e tapete da By Kamy

Foi uma aquisição e tanto. Em 2010, o casal de publicitários paulistanos comprou o apartamento sessentão, de 420 m², em ótimo estado – localizado no bairro de Higienópolis, em São Paulo, oferecia espaço de sobra para os três filhos, que, hoje, têm entre 5 e 12 anos. Mas o antigo projeto de interiores, assinado por Jorge Zalszupin, embora muito elegante, não combinava com as demandas contemporâneas. “Havia um hall enorme, um lavabo que parecia sala de banho, área de almoço separada da cozinha e dois quartos de empregada com um banheiro imenso”, conta a arquiteta Beatriz Fujinaka, da WF Arquitetos. “Em compensação, só dois banheiros serviam os quatro dormitórios”, emenda. Ela e a sócia, Stephanie Nigri Wolf, foram incumbidas de modernizar a planta e adequá-la aos anseios da grande família. Paredes vieram abaixo, e acabamentos sisudos, como os painéis de madeira escura sobre a alvenaria, foram trocados. A dupla teve o cuidado de preservar itens preciosos, a exemplo do piso de tacos de ipê, devidamente restaurado. Agora, cinco quartos acomodam a turma toda (um deles abrigará o bebê que está a caminho). “O casal ficou com a suíte principal, e cada criança possui seu canto. Dois banheiros, com entrada dupla, atendem aos quatro quartos, e todos têm o próprio closet”, conta Beatriz. A cozinha, ampliada, ganhou equipamentos industriais – quando recebe, o dono da casa leva a culinária a sério.

Na varanda (Harumi e Zayas Paisagismo), janelas de correr integram o espaço à sala. Deque da Parquet SP.

Na varanda (Harumi e Zayas Paisagismo), janelas de correr integram o espaço à sala. Deque da Parquet SP.

Peças retrô dialogam com a arquitetura (luminária de piso e mesa lateral da Filter). A estante de pau-ferro, criação das arquitetas (execução da Bela Madera), prolonga-se até o jantar. A dupla também assina o móvel sob a TV.

Peças retrô dialogam com a arquitetura (luminária de piso e mesa lateral da Filter). A estante de pau-ferro, criação das arquitetas (execução da Bela Madera), prolonga-se até o jantar. A dupla também assina o móvel sob a TV.

Almofadas do Empório Beraldin preenchem o sofá. Fotos da Zipper Galeria, Luciana Brito Galeria e Compota (Estudiobola) se apoiam na estante, que ganha portas e vira aparador na área do jantar.

Almofadas do Empório Beraldin preenchem o sofá. Fotos da Zipper Galeria, Luciana Brito Galeria e Compota (Estudiobola) se apoiam na estante, que ganha portas e vira aparador na área do jantar.

Mesa da Casamatriz e cadeiras de Thomaz Saavedra.

Mesa da Casamatriz e cadeiras de Thomaz Saavedra.

Na cozinha com piso de ladrilho hidráulico (Dalle Piagge), a tubulação da coifa industrial, grande demais para embutir, fcou aparente no teto, pintada de vermelho. No cantinho junto à porta vaivém, a família faz as refeições do dia a dia. Luminárias da Bertolucci.

Na cozinha com piso de ladrilho hidráulico (Dalle Piagge), a tubulação da coifa industrial, grande demais para embutir, fcou aparente no teto, pintada de vermelho. No cantinho junto à porta vaivém, a família faz as refeições do dia a dia. Luminárias da Bertolucci.

As crianças curtem as cores do mobiliário.

As crianças curtem as cores do mobiliário.

Camas e criado-mudo da Bela Madera e dossel da Tutte Belli.

Camas e criado-mudo da Bela Madera e dossel da Tutte Belli.

Para o casal, tons neutros na cabeceira de pau-ferro e couro (Arquipele) e na poltrona de Paschoal Ambrósio. Enxoval da Zucchi Home Fashion.

Para o casal, tons neutros na cabeceira de pau-ferro e couro (Arquipele) e na poltrona de Paschoal Ambrósio. Enxoval da Zucchi Home Fashion.

Matéria publicada na revista Casa Claudia em Setembro de 2014

COZINHA GOURMET – A NOVA SALA DE ESTAR

Por ser um espaço que engloba múltiplas funções, é importante que o projeto contemple a funcionalidade do ambiente

Mais do que uma tendência, as cozinhas gourmets viraram um verdadeiro estilo de vida. Com o aumento do interesse da população pela gastronomia, o ambiente vem contemplar a ideia de reunião, na qual o cozinheiro, e também anfitrião, e seus convidados possam interagir durante o preparo da refeição, estendendo a festa para além da hora de servir.

Por isso, é importante que o espaço seja aproveitado de uma forma inteligente, combinando os móveis com harmonia para criar, acima de tudo, um ambiente confortável. Sendo este um recinto que engloba múltiplas funções, como bancada de trabalho, armazenamento de utensílios e alimentos, cozimento e lavação, o projeto de uma cozinha gourmet precisa seguir algumas premissas para ter um espaço prático, confortável e funcional.

Integração

Construída a partir da evolução do conceito da “cozinha americana”, que privilegia a integração do cômodo com a sala de estar por meio de um balcão, a cozinha gourmet tem como elemento central uma bancada ou ilha, a qual receberá o cooktop e a coifa. Se a planta da casa ou apartamento permitir, uma integração com a área de lazer também é bem-vinda, principalmente com a churrasqueira. Assim, quando se abrirem as portas entre as áreas tudo ficará integrado em um grande espaço de celebração.

Exemplo de cozinha americana

Exemplo de cozinha americana

Funcionalidade

Uma cozinha gourmet é, antes de tudo, uma cozinha funcional, que oferece praticidade e conforto para quem está cozinhando e para os convidados. Assim, tudo precisa estar à mão, unindo praticidade e decoração, estilo e elegância. Os utensílios devem ser guardados de maneira que facilite o preparo da refeição, já os eletrodomésticos que adotam uma estrutura para embutir são as melhores escolhas para o ambiente. Tudo isso, pensando na melhor utilização do espaço.

Cozinha com ferragens da Häfele

Cozinha com ferragens da Häfele

Estética

Decorar uma cozinha gourmet não é nenhum bicho de sete cabeças. Para conseguir um design moderno e integrar a área com os outros ambientes da casa é necessário aproveitar ao máximo o bom gosto e explorar os elementos que caracterizam esse espaço. Por isso, dar um pouco mais de atenção aos acabamentos utilizados, como pedras e revestimentos, assim como na disposição dos itens que integram o móvel são extremamente importantes. As tendências da decoração contemporânea recomendam um ambiente prático, flexível e tecnológico.

Cozinha gourmet

Cozinha gourmet

Acessibilidade

Os móveis não podem atrapalhar na circulação. Para isso, no momento do projeto é preciso levar em consideração o famoso triângulo “pia, geladeira e fogão”, dispondo-os de uma maneira que facilite a preparação dos pratos e o acesso de todos à cozinha.

Ambiente com boa circulação

Ambiente com boa circulação

Conforto

A cozinha gourmet é também uma cozinha inteligente. Por isso, produtos e móveis multifuncionais são uns dos segredos para o sucesso dentro de um projeto para este ambiente. Desta forma, o uso de equipamentos de alta tecnologia que facilitam o preparo, o armazenamento, a execução e que estejam inseridos de forma discreta para não ter a caracterização de cozinha funcional, são sugestões o espaço.

Cozinha multifuncional

Cozinha multifuncional

Matéria publicada no blog Fah Maioli em 12 de Dezembro de 2014

SÍMBOLO DA ESPERANÇA

Revestimento espanhol traz desenho inspirado na vegetação que sobreviveu à bomba atômica de Hiroshima

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Produzidos em 30 cores, os módulos (50 x 58 cm) de lâmina de feltro de lã prensada com acabamento de ABS geram diversas combinações.

Pouco restou da cidade japonesa depois da megaexplosão que a atingiu em agosto de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial . A ginkgo biloba foi uma das raras árvores a escapar da tragédia. Eis porque se tornou motivo artístico popular no Japão, venerada como representação de força e paz para a ilha. A história sensibilizou o estúdio madrileno Stone Designs, que bolou o painel acústico Ginkgo, com peças que reproduzem o traço das folhas da espécie. A partir de € 60 cada.

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Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014

ARTE INVADE RESTAURANTE INGLÊS

Roth Bar & Grill combina obras e gastronomia

Um lugar para aguçar todos os sentidos e sentir o prazer sensorial de forma plena. Assim que se chega ao Roth Bar & Grill, restaurante que combina gastronomia sofisticada, porém simples, com exposição de arte contemporânea em suas paredes, a sensação é daquelas que a maioria das pessoas gosta, de estar em um lugar acolhedor, que esbanja charme, mas que, ao mesmo tempo, remete aos cheiros da casa da avó, da infância ou de qualquer local do qual se tenha boas lembranças culinárias. É um lugar para encher os olhos e despertar o paladar. O Roth faz parte da famosa galeria Hauser & Wirth, com espaços em Nova York, Los Angeles e Londres.

O restaurante está localizado na fazenda Durslade, na cidade de Bruton, em Somerset, Inglaterra. O local é pioneiro na mistura entre gastronomia, arte, eventos, tudo baseado no conceito de preservação, educação e sustentabilidade. Com um menu simples, sazonal e honesto, o Roth adota a cultura de utilizar matérias-primas em sua cozinha produzidas in loco, como a manteiga que é feita no próprio restaurante. Há criação de animais, tanto bovinos quanto suínos e ovinos. Os legumes, verduras e frutas são cultivados em solo próprio. A ideia é que os chefs usem apenas ingredientes produzidos por eles ou pela vizinhança.

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

O Roth é amplo, bem iluminado, cheio de cores e sabores. As características arquitetônicas do antigo estábulo foram complementadas por obras de arte com temas relacionados aos alimentos, ao preparo, aos animais e à paisagem rural. Enquanto o cliente se delicia com um dos pratos pode vislumbrar obras de vários artistas da galeria Hauser & Wirth pelas paredes. No teto do salão, pendem lustres de néon de Jason Rhoades. Do lado de fora, um belo jardim que foi projetado pelo renomado arquiteto e paisagista Piet Oudolf.

A fazenda Durslade, nome também da galeria de arte, faz parte de um grupo de edifícios agrícolas que datam de 1760. Originalmente foi propriedade da família Berkeley, que ergueu as primeiras construções. As terras mudaram de mãos três vezes desde o século 18, no entanto, nos últimos anos os prédios foram deixados de lado. Somente em 2012 a Hauser & Wirth recebeu a permissão para restaurar o local. A elegante casa de fazenda foi o primeiro prédio a ser concluído, que tem assinatura dos escritórios de arquitetura de Laplace & Co. e Benjamin + Beauchamp. Luis Laplace também projetou o interior da casa de fazenda, no qual é celebrada a antiguidade natural da construção com a combinação de acessórios originais e mobiliário vintage proveniente do comércio e estaleiros da região.

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

No Roth, o interior é preenchido por obras de arte de dois artistas de Hauser & Wirth. Guillermo Kuitca pintou um painel especialmente para a sala de jantar durante sua estadia no local como artista-residente durante quatro meses. Já Pipilotti Rist, que passou 12 meses em Bruton, produziu uma instalação de vídeo hipnotizante que projeta a paisagem nas paredes da sala de estar através de um candelabro de vidros.

Mais do que ir a um restaurante, conhecer o Roth Bar & Grill é fazer um passeio completo. É uma experiência única, na qual é possível saborear uma deliciosa refeição, apreciar obras de arte, participar de palestras ou workshops ou apenas se deleitar com a paisagem local.

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Matéria publicada no site Casa Vogue em 10 de Dezembro de 2014 por Marley Galvão

UMA SALA, DUAS DECORAÇÕES: ESTILO NAVY E NATURAL CHIQUE

Habilidoso com tintas e tecidos, o designer paulistano Júlio Rosa está sempre renovando seu living sem comprar novos móveis. Aqui, ele compartilha duas versões do ambiente.

SALA NAVY SUPER LEVE

Deixar a sala de estar ainda mais iluminada era o desejo do designer de interiores Júlio Rosa quando apostou neste visual. Começou pelo piso: recuperou o brilho depois de lixá-lo e impermeabilizá-lo. Em seguida, pintou de branco todas as paredes e reafirmou o uso dessa cor nas capas que ele próprio confeccionou para sofás e poltrona. “Quis dar ao ambiente uma pegada navy, bem fresca. Tive essa inspiração ao ganhar algumas ampliações que retratam o mar, clicadas pela fotógrafa Kênia Hernandes”, conta. Das imagens p&b tirou a ideia de pincelar cinza-claro aqui e ali. A tonalidade surge na passadeira (By Kamy) e na escultura de arame que lembra ondas (Ana Moraes).

SALA NAVY SUPER LEVE. Parede e estofado brancos ressaltam a obra de arte. Confeccionada com sarja de algodão, a capa renovou o sofá. A passadeira está afinada com a proposta de clarear. Um pouco de verniz, e o piso ganhou um brilho especial.

SALA NAVY SUPER LEVE. Parede e estofado brancos ressaltam a obra de arte. Confeccionada com sarja de algodão, a capa renovou o sofá. A passadeira está afinada com a proposta de clarear. Um pouco de verniz, e o piso ganhou um brilho especial.

SALA NAVY SUPER LEVE. Muito branco e gradações suaves de cinza marcam o visual de inspiração náutica nesta sala. Feita de linho, a cortina clara transmite delicadeza. Diversos objetos, como a luminária que lembra uma concha, remetem ao mar. Branco sem monotonia: a textura da almofada se destaca sobre a poltrona.

SALA NAVY SUPER LEVE. Muito branco e gradações suaves de cinza marcam o visual de inspiração náutica nesta sala. Feita de linho, a cortina clara transmite delicadeza. Diversos objetos, como a luminária que lembra uma concha, remetem ao mar. Branco sem monotonia: a textura da almofada se destaca sobre a poltrona.

No corredor, as pinceladas de preto estão no vão da porta, na biblioteca embutida, nas molduras dos quadros e na antiga prancha de surfe, repaginada para se integrar a decoração.

No corredor, as pinceladas de preto estão no vão da porta, na biblioteca embutida, nas molduras dos quadros e na antiga prancha de surfe, repaginada para se integrar a decoração.

“Com o branco, o ambiente ganha frescor e fluidez. Mas adicionei pequenas doses de preto para garantir o toque de modernidade”, conta Júlio Rosa.

“Com o branco, o ambiente ganha frescor e fluidez. Mas adicionei pequenas doses de preto para garantir o toque de modernidade”, conta Júlio Rosa.

SALA NATURAL CHIQUE

Nesta versão do espaço, o clima de praia também existe, mas surge mais introspectivo, e os tons cinza são intensos e bem evidentes. Para que o décor não ficasse escuro demais, Júlio recorreu a um truque simples de aplicar em pisos de madeira: lixamento caprichado, que deixou os tacos claros e opacos. Um dos sofás (de camurça) manteve o preto original, levemente desgastado pelo tempo. Já o outro modelo e a poltrona foram revestidos de juta sintética. “Essas alterações resultaram num clima bucólico, elegante e confortável”, ressalta o morador. As almofadas deram o arremate e contribuíram para acertar no contraste – repare que agrupar três modelos clarinhos num canto do estofado ressaltou a peça estampada, assim como a ilustração na parede.

SALA NATURAL CHIQUE. Nesta sala, paleta escura e materiais rústicos trazem aconchego. O tom da parede é uma mistura de cinza com marrom. A imagem ao fundo da sala motivou o uso de matizes densos e materiais desgastados. Discreta, a passadeira quase se funde no piso de tacos.

SALA NATURAL CHIQUE. Nesta sala, paleta escura e materiais rústicos trazem aconchego. O tom da parede é uma mistura de cinza com marrom. A imagem ao fundo da sala motivou o uso de matizes densos e materiais desgastados. Discreta, a passadeira quase se funde no piso de tacos.

SALA NATURAL CHIQUE. Fundo cinza destaca o estêncil de pássaros e arabescos. Aberta, a porta revela o adesivo geométrico na parede do corredor, que reforça a paleta densa. Uma única almofada estampada dá o ar descolado. A mesa de centro é a mesma do look ao lado. Mas, aqui, a disposição da base ficou assimétrica.

SALA NATURAL CHIQUE. Fundo cinza destaca o estêncil de pássaros e arabescos. Aberta, a porta revela o adesivo geométrico na parede do corredor, que reforça a paleta densa. Uma única almofada estampada dá o ar descolado. A mesa de centro é a mesma do look ao lado. Mas, aqui, a disposição da base ficou assimétrica.

Na parede atrás do sofá de juta sintética foi aplicada uma mistura de duas cores da Suvinil (Cinza Asfalto e Chalé do Campo*).

Na parede atrás do sofá de juta sintética foi aplicada uma mistura de duas cores da Suvinil (Cinza Asfalto e Chalé do Campo*).

“Não tenho medo de escurecer as paredes, pois a sala recebe muita luz natural. Compenso no piso e nos acessórios, responsáveis pela aura bucólica”, conta Júlio Rosa.

“Não tenho medo de escurecer as paredes, pois a sala recebe muita luz natural. Compenso no piso e nos acessórios, responsáveis pela aura bucólica”, conta Júlio Rosa.

Matéria publicada na revista Casa Claudia de Outubro de 2014

CERÂMICA QUE IMITA PEDRA É IDEAL PARA ÁREAS EXTERNAS

Cerâmica que imita pedra para ficar do lado de fora

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Além da versão Grey, existe, ainda, a opção Bege.

Aliando a tecnologia HD (impressão em alta definição) a formatos generosos, o revestimento Capadócia é adequado a ambientes externos cobertos. As placas de grés (cerâmica produzida com massa de porcelanato) trazem os veios e as cores de rocha natural, além de apresentarem textura granilhada, que evita escorregões.Nas medidas 43 x 93 cm ou 23 x 93 cm, valem R$ 89,90 o m². Da Tecnogres.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014

INOVAÇÃO EM LAR DE ESPAÇOS CONECTADOS

Peças-coringa se destacam em projeto

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Quando decidiram iniciar uma vida juntos nesse apartamento na Pompeia, zona oeste da capital paulista, o jovem casal proprietário se deparou com a necessidade de melhorar o aproveitamento da área do imóvel de 100 m². Embora o edifício fosse relativamente novo, a planta original era bastante compartimentada e exigia uma reformulação profunda para ajustar-se ao estilo da dupla, sobretudo nas áreas sociais e de serviços.

Para atendê-los, os arquitetos do escritório Hiperstudio, Ricardo Gonçalves, Matheus Marques e Eduardo Barcellos, em associação à arquiteta Ana Montag, desenvolveram um projeto baseado em intervenções pontuais capazes de agregar conectividade aos ambientes.

Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)

Um dos focos do trabalho foi a integração entre o estar e a cozinha com a demolição da despensa. Mas em vez de uma convencional cozinha americana, os arquitetos propuseram uma solução que contemplasse níveis mais sutis de permeabilidade visual. Assim, entre o living e a cozinha foi mantido um pequeno trecho de vedação que, na face voltada para a sala recebeu ladrilho hidráulico (Brasil Imperial) formando um painel em preto e branco. O revestimento adiciona um toque de brasilidade ao décor, atmosfera reforçada pela luminária Bossa fornecida pela Lumini, em destaque na sala de jantar.

O projeto previu, ainda, a criação de um grande armário central com porta de vidro deslizante que serve como ponto de articulação entre o estar e a cozinha. Versátil, o móvel pode funcionar como adega e cristaleira, conforme o uso. O elemento de madeira se prolonga pela sala de TV, criando um anteparo para o acesso ao lavabo. Toda a marcenaria foi executada pela Eco Wood.

Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)

A sala, composta por uma sequência de ambientes integrados, foi ampliada com a demolição do corredor que dava acesso aos dormitórios. Também adquiriu fluidez com a remoção do caixilho que separava os interiores do terraço. A intenção, conforme contam Ricardo Gonçalves e Ana Montag, foi prolongar o espaço de estar com um novo deque de madeira.

A especificação dos revestimentos buscou aproximar os ambientes e a personalidade jovem e urbana de seus moradores. Daí o piso de porcelanato com padrão de cimento queimado em todos os ambientes (Portobello), e a parede em tijolo aparente com pintura branca (Cia das Telhas) no home.

Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)

Um grande sofá modular reversível fornecido pela Micasa funciona como um elo entre o living e a sala de TV favorecendo a interatividade social de um lado e o conforto do outro. O tapete reloaded tipo persa desgastado fornecido pela Botteh arremata o conjunto, adicionando uma pitada de cor.

Em consonância com a proposta de criar espaços amplos e despojados, a iluminação geral foi concebida para ocorrer de maneira indireta por meio de bandejas de luz. O objetivo era eliminar a necessidade de forro de gesso nas áreas sociais e de serviços. A exceção ocorre apenas em alguns pontos onde as placas de gesso foram imprescindíveis para esconder a instalação de ar condicionado.

Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)

Diferente do que aconteceu nas áreas sociais, a intervenção foi menor nos quartos. Na suíte do casal, por exemplo, foram mantidos o piso, a cabeceira da cama e os armários. A parede sobre a cabeceira recebeu o mesmo revestimento tipo cimento queimado usado no restante da casa.

Já os banheiros foram repaginados totalmente ganhando novas bancadas de porcelanato e gabinetes de madeira. Os revestimentos originais foram substituídos por pastilhas cerâmicas hexagonais fornecidas pela Atlas nas paredes e no piso, proporcionando um visual mais contemporâneo e descontraído.

Editora Globo (Foto: Editora Globo)

Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)

Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)
Espaços conectados para um morar contemporâneo (Foto: Marcus Damon/Estúdio Paralelo F)

Matéria publicada na site Casa Vogue em 08 de Dezembro de 2014 por Juliana Nakamura; Foto Marcus Damon Estúdio Paralelo Fotográfico

ARQUITETURA COM TRÊS PONTOS DE VISTA

O escritório Mork-Ulnes Architects planejou um refúgio pré-moldado de 105 m², que serpenteia entre os troncos retorcidos, disposto a se camuflar em meio às árvores

Poupar os antigos carvalhos, desfrutar da paisagem e gastar pouco. Diante dessas premissas, o escritório Mork-Ulnes Architects planejou um refúgio pré-moldado de 105 m², que serpenteia entre os troncos retorcidos, disposto a se camuflar em meio às árvores. A construção ganhou face externa de aço, placas de bétula nas paredes internas e piso de OSB.

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 Traçado esguio. Uma pequena base de concreto nivela o bloco da entrada em relação ao terreno.

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 Pouso sereno. Apoiado em palaftas de aço, o restante da estrutura mal toca o solo.

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Interior surpreendente. Estrategicamente posicionadas, as estantes fixas de compensado atuam como divisórias.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014

MDF MAIS PODEROSO

Versão para área externa com 50 anos de garantia chega ao Brasil

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O SuperMDF pode ser cortado, colado e pintado, como nesta casa.

Desenvolvidos para oferecer maior durabilidade – graças a um processo patenteado –, os painéis SupermDF, ou SMDF, enfrentam sol e chuva sem fazer feio. Produzidos pela Masisa em parceria com a holandesa Accsys Ttechnologies, as placas de 1,22 x 2,44 m, com 6, 15 ou 18 mm de espessura, vão bem em fachadas. Certificadas pelo selo sustentável do Conselho de Manejo Florestal (FSC), estão nas lojas do ramo por cerca de R$ 650 a chapa.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014