CONFORTO DE HOTEL

Perfil do mês da série Arquitetos do Brasil revela talento do Centro-Oeste

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Quem nunca sonhou em ter um quarto tão acolhedor e bem equipado como o de uma suíte presidencial? O projeto de Andre Lenza para o Castros Park Hotel, em Goiânia, é o destaque deste mês da série Arquitetos do Braisl, que reúne entrevistas com profissionais do país todo. Abaixo, confira um trecho da conversa com Andre (a versão completa está em abr.ai/arquitetosdobrasil).

Quais são suas inspirações? O estilo modernista contemporâneo brasileiro me agrada bastante. Como referência, penso sempre no trio de arquitetos Isay Weinfeld, Arthur Casas e Marcio Kogan.

Que fator interfere decisivamente na arquitetura de sua região? O Sol é determinante aqui. Deve-se tirar proveito de tudo o que ele pode oferecer, mas sempre respeitando limites. Sua radiação ajuda, por exemplo, na hora de detalhar a fachada, pois a sombra cria volumetria e parece “soltar” o projeto.

O que não pode faltar na casa de um goiano? Uma boa área de convivência para bater papo. Gostamos de receber amigos.

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Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014

A FESTA DOS APÊS

O modelo de hospedagem compartilhada popularizado pelo site Airbnb, que permite às pessoas alugar de uma casa a um quarto, começa a atrair as grandes redes de turismo

São Paulo – No começo dos anos 2000 virou moda conhecer pessoas pela internet e se hospedar de graça na casa desses novos “amigos”. Era o turismo do sofá, ou couchsurfing, na expressão em inglês. Ao longo da última década, a internet avançou, as companhias aéreas de baixo custo se popularizaram e o turismo explodiu — em dez anos, o número de viagens internacionais aumentou 61%.

Não demorou até que a esquisitice de anunciar o próprio sofá num site de classificados evoluísse e se transformasse num novo negócio. O site americano Airbnb, que permite que os proprietários de casas e apartamentos aluguem o imóvel ou um quarto para turistas, é o exemplo mais bem-sucedido disso.

Com ferramentas que comparam residências em 192 países de todo o mundo e as alugam por temporada, o site virou uma febre. Em 2013, 10 milhões de pessoas reservaram uma acomodação ali — 67% mais do que no ano anterior.

O sucesso da empresa, fundada na Califórnia em 2008, inspirou a criação de concorrentes, como o alemão Wim­du­ e o francês Rent Paris. Mas agora o modelo de negócios do Airbnb está sendo copiado pelas maiores empresas de reservas da internet. O americano TripAdvisor, site de turismo mais visitado no mundo, já oferece cerca de 400 000 propriedades para temporadas.

Seu concorrente Expedia, com audiência estimada em 25 milhões de visitantes ao mês, não divulga quantos quartos colocou à disposição em seu site, mas há opções em Nova York, São Francisco, Paris e Rio de Janeiro. No Booking.com, há casas e apartamentos em capitais brasileiras e em cidades pequenas, como a paulista Águas de Lindoia.

No Hoteis.com, o serviço está em fase de testes em cidades dos Estados Unidos. “Se for uma experiência bem-sucedida, faremos isso globalmente”, diz Johan Svanstrom, presidente do site Hoteis.com.

A adesão de gigantes do setor de reservas online não deixa de ter seu lado surpreendente. Isso porque o modelo Airbnb tem sido alvo da fúria de hotéis e governos. As pessoas que alugam suas­ casas não pagam os impostos a que os hotéis estão sujeitos.

Desde 2013, Nova York tenta conter o serviço multando os proprietários com base numa lei que proíbe o aluguel de imóveis por um período inferior a quatro semanas.

Em janeiro, o condado de Palm Beach, na Flórida, acionou judicialmente o Airbnb e seu concorrente Homeaway dizendo que eles deveriam recolher 5% de taxa sobre cada transação. As redes de hotéis americanas afirmam que o emprego de 133 000 garçons, 220 000 balconistas e 423 000 funcionários de limpeza está em perigo.

O Airbnb tem contra-atacado com o argumento de que o modelo de hospedagem gera benefícios às cidades, principalmente para bairros que não atraí­am turistas. Em Paris, 70% dos apartamentos alugados estão na periferia.

Outro argumento é que os recursos obtidos pelos moradores estimulam novas formas de organização do trabalho — 50% dos anfitriões em Nova York são profissionais freelancers; em São Francisco, 30% economizam para empreender.

“Os governos precisam regulamentar a hospedagem compartilhada para que não haja uma concorrência predatória, mas a proibição não faz sentido”, diz John Kester, diretor de tendências na Organização Mundial do Turismo.

Para o Airbnb, a adesão das grandes empresas de reservas cria uma situação inusitada. Por um lado, trata-se de um apoio a seu modelo de negócios ante os ataques; por outro, coloca a concorrência em outro patamar. Os gigantes do turismo online, afinal, também querem um lugar na festa dos apês.

Matéria publicada na revista Exame em 19 de fevereiro de 2014

Pesquisa aponta preferências de hóspedes no país

A Mapie e o blog de tendências Disque9 realizaram uma pesquisa sobre a identificação dos hábitos, preferências dos hóspedes corporativos e de lazer nos hotéis do Brasil. O estudo, realizado com 1.113 clientes em 24 Estados e no Distrito Federal, apontaram que a qualidade da cama (92,48%), a disponibilidade do Wi-Fi no apartamento (92,44%) e a qualidade da ducha (87,71%) são os três itens mais importantes na avaliação dos hóspedes.

Segundo a Mapie, 38,30% dos entrevistados possuem entre 30 e 40 anos, sendo 70% homens e mais de 85% com curso superior completo ou pós-graduação. Em termos de renda familiar, 32,11%, ganha entre R$8.000,00 e R$15.000,00. Confira abaixo os itens de maior importância nos hotéis na avaliação dos hóspedes:

- Qualidade da cama: 92,48%
- Disponibilidade de Wi-Fi nos apartamentos: 92,44%
- Qualidade da ducha: 87,71%
- Silêncio no apartamento: 81,27%
- Qualidade e disponibilidade de Wi-Fi nas áreas sociais: 77,86%
- Iluminação adequada: 64,34%
- Ampla disponibilidade de tomadas: 63%
- Mesa de trabalho no apartamento: 56,3%

Dentre os itens menos importantes, destacaram-se:
- Estrutura física do hotel constam espaço com vídeo games: 90,89%
- Existência de spa: 84,97%
- Existência de banheira: 83,63%
- Bar conhecido e movimentado: 72,49%
- Locação de bicicletas: 75,50%
- Uniformes modernos e descolados: 49,4%
- Opções de alimentação orgânica: 47,9%
- Menu de travesseiros: 44,1%
- Aplicativos para reversas, check in e informações do hotel e do destino: 33,3%

Matéria publicada na revista Infra em 29 de novembro de 2013

Hotelaria Brasil planeja investir R$ 300 milhões

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A Hotelaria Brasil, gestora de hotéis que faturou R$ 47 milhões em 2012 com sete empreendimentos, vai acelerar o programa de crescimento este ano com o início do ciclo de investimentos que somam R$ 300 milhões até 2016 e contempla o lançamento de bandeiras próprias e novas unidades da rede internacional Best Western no Brasil na região Sudeste.

“Nosso plano deve ganhar em 45 dias quatro ou cinco novos empreendimentos em São Paulo”, afirmou o sócio-diretor Mauro Kaluf. “O que temos hoje é um portfólio de contratos assinados, mas a Incortel, gestora da rede internacional Best Western no Brasil, está em constante negociação”, disse ele, referindo-se à possibilidade de o número de novos hotéis ir além de quatro ou cinco.

O número de hotéis que a empresa criada há dez anos gerencia vai saltar dos atuais sete para 18 até 2016, passando de 852 para 2166 apartamentos. Esses contratos já assinados vão demandar investimentos da ordem de R$ 300 milhões. Desses recursos, a maior parte será bancada por investidores, por meio do sistema de condomínio, e R$ 23 milhões dos sócios da empresa.

Matéria publicada no jornal Valor Econômico em 6 de agosto de 2013 por João José Oliveira

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