CINCO PROPOSTAS CHARMOSAS DE CABECEIRAS PARA O QUARTO

Nossa equipe foi atrás de boas ideias para dar o arremate à cama e resolver a parede mais importante do quarto. Buscou referências e montou cinco propostas charmosas. Veja como reproduzi-las.

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Nuances claras e peças únicas compõem a decoração.

Um estofador confecciona esta ideia em dois tempos: forrar de espuma e tecido rosa uma placa de compensado (trabalho da Picinini Decorações) e usá-la para emoldurar a cama. A parede está revestida de um papel que pode ser repintado e recebeu tinta cinza. A ideia foi criar um clima romântico moderno com criado-mudo garimpado (Loja Teo), roupa de cama foral (Zara Home) e cartões-postais usados como quadros (molduras da Struttura).

Atmosfera Escandinava

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Nesta sugestão, a delicada pintura substitui a cabeceira.

É possível dispensar os serviços de marcenaria e tapeçaria e simplesmente demarcar a área da cama com tinta. Aqui, foi necessário dividir a parede em três, no sentido horizontal – os dois terços inferiores receberam pinceladas em amarelo, e a parte superior, cinza (trabalho da Parafuzo). A fotografa de uma nuvem (Ana Casatti) segue o mesmo clima etéreo. Enxoval da Auping, cadeira da Danish Design, luminária da La Lampe e pufe da By Kamy.

Composição sóbria

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O acabamento em alto-relevo garante aconchego e sofisticação.

Atualizar um clássico – a boiserie, revestimento típico do século 18 – foi a opção neste quarto. As molduras de madeira, compradas prontas, uniram-se a uma chapa de compensado e, em seguida, ganharam a pintura. Enquanto a combinação de preto, branco e cinza traz sobriedade ao espaço masculino, as peças de terracota aquecem e confortam. Pendente e cabideiro da Tok Stok, roupa de cama da Trousseau e tapete da By Kamy.

Volumes assimétricos

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O desenho nada convencional da marcenaria rouba a cena.

Numa conversa com as arquitetas Ana Cristina Tavares e Claudia Krakowiak Bitran, da KTA, nossas repórteres visuais descobriram esta cabeceira projetada pela dupla. Acharam ótima a ideia das placas laqueadas com alturas diferentes, que imprimem movimento na parede, e do criado-mudo suspenso (Notale Móveis). Na hora da foto, deram seu toque com a escolha de um enxoval bem contemporâneo (Casa Almeida) e da mesinha (Conceito Firma Casa).

Industrial chique

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Visual envelhecido e peças descombinadas em look moderno.

O jeitão dos lofts é a proposta deste quarto. A cabeceira de ferro foi comprada pronta na Dom Mascate. Dispostos como se fossem obras de arte, espelhos, um molho de chaves e a miniatura de corneta dão o toque inusitado ao conjunto. Também não houve regra ao fazer do banco metálico (Star Home) e da banqueta apoios superúteis. Tapete (Lu Home), luminária (Conceito Firma Casa) e roupa de cama (Mundo do Enxoval) fecham as escolhas.

Matéria publicada na revista Casa Claudia em Novembro de 2015 por Reportagem Visual Juliana Hamacek e Olivia Canato | Texto Dan Brunini | Fotos Marco Antonio

QUARTO INFANTIL

Escolher móveis com funções variadas, ainda que elas se revezem ao longo do tempo, é um trunfo da decoração de espaços infantis. É uma maneira prolongar o uso da peça.

Os projetos criados para a cômoda, a estante e a chaise do “Castelo Rá-Tim-Bum” compartilham a ideia de que as peças acompanhem as necessidades da casa.

No projeto de Eduardo Albernaz e Tatiana Otta Albernaz para a “cômoda do castelo”, o móvel guarda os utensílios para os cuidados do bebê, numa primeira fase, e, mais tarde, vira um aparador e gaveteiro dos brinquedos da criança.

E antes de executar uma ideia, vale lembrar que o local é para a criança e não para pais ou arquitetos. Gostos e devaneios criativos devem ser considerados, mas não impostos.

CÔMODA
por Eduardo S. Albernaz e Tatiana M. Otta Albernaz, arquitetos do escritório Otta Albernaz Arquitetura

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A cômoda da série de TV foi pensada para “sobreviver” ao crescimento do filho.

Quando bebê, o móvel funciona como trocador e armazena produtos de higiene.

Conforme a criança cresce, o móvel pode virar um aparador de brinquedos.

A marcenaria que emoldura a janela forma um banco para relaxamento e leitura, que deve ser estimulada desde cedo.

Gavetões, portas e nichos foram dispostos nas laterais para abrigar brinquedos e livros de forma acessível à criança.

As luminárias lembram balões de festas e movimentam-se pelo ambiente.

ESTANTE
por Carol Gay e Manuela Oliveira, designers

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Contos infantis, sobretudo “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, inspiraram o design do quarto. “O surrealismo deles desperta a fantasia e os sentidos visuais e táteis da criança”, diz Carol Gay.

A estante azul do castelo teve sua função e cor mantidas. A cabeceira da cama tem a mesma forma triangular do móvel e sua tonalidade “pincelou” outras peças, conferindo unidade ao projeto.

As gavetas dispostas aleatoriamente funcionam como escada de acesso ao beliche. A descida é feita por um escorregador, que desemboca em uma “xícara de bolinhas”.

A história de Alice inspirou ainda as cores e listras do sofá, o papel de parede “floresta” e o lustre, feito com garrafinhas (de poções mágicas).

CHAISE
por Carolina Leonelli e Gabriela Tamari, arquitetas paisagistas do escritório Oficina2mais

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O projeto foi estruturado em dois níveis. A maioria do mobiliário está no plano baixo, permitindo o manuseio direto pela criança de objetos diários, como livros e brinquedos. Uma cama baixa, sobre base de madeira, um tatame ou tapete de fibra natural e a “chaise do castelo” formam o espaço de brincar. Além da luminária, o plano alto ganhou cestos suspensos por fios, para armazenar objetos variados e vasos. “Crianças podem comer plantas, então colocamos espécies adaptadas a ambientes internos nos vasos altos, e, nos baixos, fizemos uma pequena horta com comestíveis, como menta, hortelã e alecrim”, diz Tamari.

POLTRONA
por Lula Gouveia, arquiteto do escritório SuperLimão Studio

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Poltrona

Neste projeto, a poltrona do quarto do Nino, personagem do “Castelo Rá-Tim-Bum”, é a peça fundamental do “canto da leitura”.

O ambiente tem ainda uma estante aberta, para deixar os brinquedos e livros à mão da criança e obrigá-la a manter seus objetos arrumados.

O móvel é também uma escada, que leva ao nível superior. Nele, uma parede com tinta de lousa estimula a coordenação da criança e a criação de cenários variados.

Além de permitir o exercício físico, a rede de trapézio desenvolve a percepção espacial e o equilíbrio.

“Flexibilidade para brincar, bagunçar e criar foi o mote”, explica Lula Gouveia.

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 12 de Outubro de 2014