BOAS IDEIAS DA CASA COR

Presente em diversas capitais, a mostra reúne propostas inovadoras. Na edição do Rio de Janeiro, garimpamos uma casa adaptável. Em Vitória, descobrimos uma linda divisória de elementos vazados e, em Brasília, três portas pivotantes de diferentes estilos e materiais.

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SINAL DOS TEMPOS

Os quatro módulos que compõem o refúgio de 450 m² do arquiteto Duda Porto vêm prontos de fábrica e podem ser montados em qualquer lugar. No evento carioca, foram içados para uma cobertura. Seu caráter mutável soma múltiplas vantagens, entre elas, a possibilidade de trocar de endereço e crescer. “Além de chegarem inteiros ao terreno, permitem ampliar a casa de acordo com a necessidade do proprietário” , diz Duda. Batizados Grou, nome de uma ave migratória, são de metal e madeira.

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EFEITO ÓPTICO

Em prol de luz e ventilação naturais, o arquiteto Victor Sarcinelli adotou cobogós no hall. As peças de concreto de designer Ana Paula Castro resultam num arranjo original. “A trama orgânica foge dos tradicionais geométricos” , diz Victor

MATERIAL MISTO

Um composto de madeira e cimento (Viroc) dá forma às forma do ambiente assinado pela Dupla Arquitetura Estratégica. Trazidas de Portugal, as placas (1,25 x 2,47 m, com 12 cm de espessura) promovem bons isolamentos acústico e térmico.

LUZ BEM DOSADA

O loft do arquitetu Ney Lima é demarcado por três painéis (1,28 x 2,70 m cada um) feitos de treliça de jequitibá. Além de isolar o terraço, as imponentes estruturas, quando cerradas, filtram a luminosidade que entra na sala.

CLIMA DE FAZENDA

Veio dos típicos refúgios mineiros a inspiração da arquiteta Denise Zuba para compor a porta (2,30 x 4,50 m) da Casa de Campo. A folha de metal foi revestida de madeira de demolição, e sobras de ferro antigas deram origem às maçanetas.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Novembro de 2014

VISITA À MARCENARIA!!!

Acontece agora uma ação em parceria com o Núcleo Moveleiro Paulista e a ABD, à visita de profissionais na marcenaria Saint Claire.

Confira algumas fotos.

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Os profissionais conhecendo a Marcenaria Saint Claire, guiados pelo empresário Jeferson Baptista.

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O centro de usinagem, onde melhoramos a qualidade dos produtos.

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Painel em MDF para um templo árabe produzido no centro de usinagem.

 

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UM TÊNIS COM CARA DE POLTRONA

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Ao olhar para este tênis, qual é a primeira coisa que vem à sua mente? “É o protótipo de um calçado do futuro”, provavelmente você pensa. As folhas de madeira jacarandá aplicadas sobre uma estrutura de Goretex (tecido respirável e impermeável) só podem ser coisa do fim do século. Mas aí é que você se engana. Toda esta modernidade, obra do designer francês Ora-Ïto, é uma bela homenagem. Ele usou referências da poltrona Lounge, criada em 1956 pelo casal Charles e Ray Eames, e que é um dos maiores ícones do design de mobiliário até hoje. Os modernistas usaram compensado de madeira e linhas curvas para revisitar as clássicas poltronas “English Club” e entraram para a história.

“A ideia era fazer um Nike Eames, como o Nike Air, mas brincando com os Eames, traduzindo a linguagem, as formas e a estética da poltrona em um tênis”, explica Ora-Ïto. Ele teve a ideia de homenagear o casal no Salão do Móvel de Milão, no começo deste ano, que instituiu 2014 como o “ano de Charles e Ray Eames”. O calçado é um protótipo, e a Nike ainda não manifestou intenção de produzi-lo, mas a gente, aqui no Living Design, torce para que isso aconteça logo.

Matéria publicada no portal Living Design em 03 de Setembro de 2014

MADEIRA DE DEMOLIÇÃO: O ANTIGO EM NOVA VERSÃO

No hall, no banheiro, na cozinha e na escada – a madeira de demolição, com sua textura e cor característica aponta em nova versão

A rusticidade, o efeito acolhedor e a sugestão de um passado cheio de histórias emplacam a madeira de demolição em projetos contemporâneos. Vinda de casarões da região Sul, ela encontra segunda chance nos mais diversos ambientes.

NO HALL

O revestimento cria unidade visual ao cobrir a superfície de 3,90 m na chegada do apartamento

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Peroba reveste as portas e está também no banheiro, neste hall projetado pela arquiteta Claudia Pecego

A ideia era simples: camuflar as duas portas (a social, com 1,40 m de largura, e a do lavabo) que dividiam a parede de entrada deste imóvel, em São Paulo. Como solução, a arquiteta Claudia Pecego forrou tudo de peroba. As réguas de 15 cm vestem não só os painéis pivotantes como também suas laterais. Dentro do banheiro, o mesmo material – desta vez, instalado na horizontal – ressalta a faixa espelhada. “Além de trazer harmonia e uniformidade, conseguimos aquecer o clima moderno e limpo da decoração, oferecendo contraste em relação ao piso de limestone”, diz a arquiteta. Como tratamento, a madeira fornecida pela Aroeira recebeu cera de carnaúba. Natural e incolor, ela realça os veios da matéria-prima.

NA COZINHA

Réguas de tamanho irregular no chão e tom acinzentado reforçam o apelo rústico na cozinha

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A canela reveste todo o piso do apartamento – inclusive a cozinha – neste projeto da arquiteta Marta Sá Oliveira

Trazida do Sul do Brasil, a canela reveste todo o piso deste apartamento paulistano – inclusive a cozinha – de tábuas de larguras variadas. “Essa irregularidade atualiza o material”, diz a arquiteta Marta Sá Oliveira, que assina o projeto. Já na parede, a espécie surge em painéis com ripas de 10 cm. Eles foram aproveitados para embutir parte da elétrica do ambiente, além de abrigar as prateleiras, fixadas com ferragem invisível. A matéria-prima (R$ 320 o m² com instalação) passou por um tingimento de efeito acinzentado, serviço feito pelo fornecedor, o Studio N Mobili Design. Como proteção, aplicou-se verniz fosco à base de água (Bona). “Para limpar, basta um pano úmido”, garante Marta. Cuidado essencial: na área da pia, uma faixa de porcelanato evita o contato direto com a água.

NO BANHEIRO

Sem medo de ousar, projeto emprega tábuas brutas até ao redor da banheiro

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O arquiteto Naoki Otake combinou cimento queimado e peroba antiga neste banheiro.

Neste banheiro, no interior de São Paulo, o jovem casal não teve receio – aceitou plenamente a proposta do arquiteto Naoki Otake e combinou cimento queimado a madeira de demolição como acabamentos.“Gosto muito dessa mistura, pois remete a uma atmosfera simples, mas calorosa”, afirma Naoki. A peroba antiga do piso, em vários tamanhos, veio da Vitrine (R$ 429 o m²). A instalação e a marcenaria são da Armário e Cia, que, com o mesmo produto, montou as pranchas em balanço, cuja sustentação de ferro vai embutida na parede. Resina incolor e sem brilho, à base de poliuretano (Milesi), garantiu o efeito natural e a proteção necessária contra a umidade. Toalhas da Trousseau e da Collectania. Sem medo de ousar, projeto emprega tábuas brutas até ao redor da banheira.

NA ESCADA

Em sintonia, arquitetura e marcenaria formam degraus de concreto forrados de canela na escada

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Réguas caneladas unem-se ao concreto da escada, neste projeto de Arthur Casas

Deu trabalho. Primeiro, veio o esqueleto de cimento, sustentado por tirantes verticais de aço presos na viga por uma barra rosqueável. “A madeira surge, então, como uma caixa para empacotar cada degrau”,explica o arquiteto Arthur Casas, autor do projeto de visual cinematográfico, pensado para a residência paulistana de um jovem casal com filhos. As réguas de canela da Parquet SP (a partir de R$ 490 o m² instalado) apresentam larguras entre 10 e 30 cm e têm juntas desencontradas. “Elas estão presentes em todo o piso do imóvel, o que dá continuidade ao conceito”, complementa Arthur. Para finalizar, aplicou-se verniz fosco (Loba Brasil), produto de fabricação alemã que aumenta a proteção.Em sintonia, arquitetura e marcenaria formam degraus de concreto forrados de canela na escada.

NO TETO

O tom palha do forro de perobaconfere clima acolhedor à casade estrutura metálica

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A madeira é o destaque neste projeto do arquiteto Gui Mattos no interior paulista.

No chão, em itens do mobiliário, nas portas e em todo o forro (mezanino). “A madeira dá um ar quase relaxado ao ambiente, traz história. É diferente de um imóvel em que tudo parece novo”, comenta. Só no teto, foram quase 500 m² revestidos de tábuas de peroba de 10 cm de largura com encaixe macho e fêmea (a partir de R$ 320 o m²), fixadas em barrotes presos na estrutura de metal. “Para um resultado mais atual e menos pesado, as peças de demolição originais, bem escuras, foram clareadas com cloro”, explica Sérgio Fuzaro, proprietário da fornecedora Ouro Velho, que há anos garimpa essas relíquias no Sul do país. Por último, veio a cera de carnaúba incolor.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em março de 2014

NOVA GERAÇÃO DE COLECIONADORES AMPLIA FOCO PARA DESIGN MODERNO

Um vício cada vez mais forte atinge os colecionadores na Tefaf, maior feira de arte clássica e antiguidades da Europa. O evento, que termina amanhã, em Maastricht, criou até uma série de debates para entender o assunto.

No caso, tenta destrinchar o fenômeno dos viciados em design moderno, em especial peças raras do século 20. Desde que uma poltrona da irlandesa Eileen Gray foi leiloada há cinco anos por R$ 72,9 milhões, maior preço já pago por uma peça de design, esse mercado não parou de crescer.

“Há uma nova geração de colecionadores com um olhar diferente para o design moderno”, diz o crítico britânico Ian Phillips. “Estão prontos para gastar muito dinheiro em peças excepcionais e exigem que estejam em condições excelentes.”

Cadeiras de couro e madeira criadas pelo designer francês Pierre Jeanneret

Mas com o estoque de obras raríssimas e cobiçadas já quase esgotado, o foco vem se ampliando para abraçar uma segunda leva de autores de cenários consagrados, como Itália e Estados Unidos.

Perdem espaço americanos já famosos, como Charles e Ray Eames, e ganham atenção nomes como George Nakashima, Paul Evans, Vladimir Kagan e Edward Wormley, que despontaram nos anos 1950 e 1960.

Eles criaram obras menos racionalistas e mais artesanais, o que reflete outra tendência, de alta para cerâmica e tapeçarias raras.

Enquanto isso, o design francês segue em alta. Num dos estandes da feira, havia só peças de Pierre Jeanneret, um dos maiores nomes do design moderno do país, criadas por encomenda do mestre modernista Le Corbusier para mobiliar os prédios de Chandigarh, na Índia.

Na cidade planejada nos anos 1950, os móveis obedeciam à lógica racional dos prédios de concreto armado. É o caso de uma mesa de conferências de Jeanneret vendida na feira por R$ 960 mil.

Esse mobiliário de traçado simples que marcou o auge do design francês tem forte semelhança com os mestres brasileiros. Nomes como Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi também estão no time de algumas casas na Tefaf, como Downtown e Eric Philippe.

“Peças simples, de linhas modernas, chamam a atenção e são grande influência no design ainda hoje”, diz a galerista francesa Léonore Phillipe. “As pessoas ainda estão muito apegadas ao período moderno, mas isso se mistura agora ao interesse por design contemporâneo.”

Mesa de conferências criada pelo designer francês Pierre Jeanneret

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 22 de março de 2014 por Silas Martí

CASA DO PÁTIO

O projeto desta casa, localizada em um terreno de 1.537 m² em Goiânia (GO), foi inspirado na arquitetura moderna brasileira

O projeto desta casa, localizada em um terreno de 1.537 m² em Goiânia (GO), foi inspirado na arquitetura moderna brasileira.

A construção, que tem cerca de 628 m² e projeto de Leo Romano, é marcada por linhas retas, limpas e simples.

Essa configuração faz com que o “jogo” entre os volumes da residência seja preciso e funcional.

Poucos planos definem a fachada, que “esconde” o cotidiano dos moradores, proporcionando maior privacidade.

Por dentro, a casa se revela sem mistérios, deixando clara a distribuição dos setores e seus ambientes.

Todos os cômodos ficam voltados para o pátio, que é o protagonista do projeto. É lá que se encontram a piscina, uma área para tomar sol e uma “parede verde”.

A distribuição dos espaços interiores contribui para a permeabilidade visual da residência.

Reforçar e intensificar a convivência familiar diária, por meio da arquitetura, também foi uma das missões do projeto.

Por dentro, a casa se revela sem mistérios, deixando clara a distribuição dos setores e seus ambientes
A distribuição dos espaços interiores contribui para a permeabilidade visual da residência

Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 23 de março de 2014

As peças bem-humoradas de Marcelo Stefanovicz e Leo Capote

Objetos inusitados e bem-humorados integram o portfólio da dupla formada pelo fotógrafo Marcelo Stefanovicz e pelo designer industrial Leo Capote.

O fotógrafo Marcelo Stefanovicz (de óculos) e o designer industrial Leo Capote se conheceram nas passarelas internacionais, quando desfilavam para grandes grifes de moda. Tornaram-se amigos e, há oito meses, exercem juntos as paixões de ambos: arte e design, num galpão de fábrica no bairro paulistano de santa cecília. “Penso de maneira prática e gosto de manipular ferramentas, enquanto o Marcelo é mais artista. Temos características complementares”, diz Leo, cuja maior referência são os irmãos campana. “Fernando e Humberto frequentavam a loja de parafusos do meu avô, da qual sou dono hoje, e me convidaram para estagiar no estúdio deles.” com importantes produções independentes, os ex-modelos experimentam, agora, formas e materiais que resultam em objetos utilitários inusitados e cheios de humor.

Como surgiu a parceria?

Marcelo – Alugo este espaço, onde fotografo e desenvolvo minhas peças, desde 2011. Fazia tempo que eu dizia ao Leo: “Venha para cá também”. No ano passado, ele decidiu aceitar a proposta e trouxe os próprios equipamentos. Montamos a Outra Ofcina para produzir mais e poder atender quem deseja revender nossas criações.

Qual o conceito da primeira linha?

Leo – A gente quis fazer peças de ferramentas de obra. Temos uma mesa de picaretas, outra de machados, e já desenvolvi uma fruteira com colher de pedreiro, que virou também luminária com uma base de cimento. É como se alguém a tivesse esquecido ali, uma brincadeira.

E as mesas?

Leo – Dois anos atrás, Marcelo embebeu um pano no cimento, e o resultado ficou bacana. Retomamos essa ideia para compor mesas e poltronas. Os tampos parecem tecidos jogados, mas são super-resistentes porque contêm fibra de vidro. O acabamento é de resina e verniz automotivo, e os pés, de ferro usado em construção.

Abajur estruturado sobre uma pá de pedreiro.

A icônica poltrona Egg, de Arne Jacobsen, foi recriada por Leo com porcas soldadas – o móvel fez parte de uma exposição realizada em 2013 no showroom da Firma Casa, em São Paulo.

As criações individuais também chamam a atenção pela inventividade, a exemplo da luminária de vidro da série Parasitas, assinada por Marcelo.

Alguns dos produtos da dupla, batizada de Outra Oficina: mesa lateral de cimento, fibra de vidro e ferro.

Matéria publicada na revista Casa Claudia em Fevereiro de 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Matéria publicada na revista Casa Claudia em Fevereiro de 2014

10 LOJAS VIRTUAIS PARA RESOLVER OS PRESENTES

Novas regras para o comércio eletrônico garantem maior segurança ao internauta. “Quem vende precisa informar ao consumidor seu CNPJ, o endereço do espaço físico e os canais de comunicação”, diz Sidney Medeiros, da loja Coisas Criativas. “Ainda assim, é importante ficar atento, entre outros fatores, ao prazo de entrega e à recorrência em sites de reclamação”, adverte o especialista em e-commerce Thiago Sarraf.

 

Com base metálica e tampo de MDF, a mesa de apoio Bolonha (55 cm de diâmetro x 62 cm de altura) vai bem em qualquer canto. Em diversas cores, custa 759,90 reais em www.westwing.com.br

 

Servir ou simplesmente colorir o décor: a bandeja Pauliceia (46 x 31 x 7,2 cm*) tem múltiplas funções. Com estrutura de madeira e fundo de vidro, sai por 179 reais em  www.oppa.com.br

 

A manta de tricô Brigite (1,60 x 1,20 m) é um curinga – pode ser usada sobre a cama, o sofá ou uma poltrona. Por 256 reais no site www.lolahome.com.br.

 

O desenho é básico, e a cor, pura irreverência! A cadeira Boden (53 x 80 x 91 cm*) está à venda na Casa Loja (by Mobly), www.casaloja.com.br. O kit com duas peças vale 1 019 reais.

 

Ideal para auxiliar na organização dos ambientes, a prateleira Pepper (60 x 20 x 43 cm*) alia praticidade a um visual contemporâneo. Custa 199 reais no site www.meumoveldemadeira.com.br.

 

A mesa de apoio laqueada da Madeira Bonita (60 cm de altura x 30 cm de diâmetro) não ocupa muito espaço, mas tem grande efeito na ambientação. Na loja www.homeit.com.br, por 590 reais.

 Em vez de ronronar, o delicado gatinho de feltro (25 x 10 x 29 cm*), criação de PaPor 99,90 reais em www.ibacana.com.br

 

Não dá vontade de apertar o pufe Melody? De crochê (40 cm de altura x 70 cm de diâmetro), ele fica lindo em ambientes internos. Por 594,15 reais em www.collector55.com.br.

No estilo retrô, com estampa colorida e pés de madeira reflorestada, a poltrona Spring (70 x 60 x 80 cm*) é um charme. À venda em www.giftexpress.com.br, por 984 reais.

 

 

Colorido e despojado, o cabideiro Charles Eames (48 x 37 cm) imprime um ar lúdico ao quarto, ao banheiro e – por que não? – à sala. Custa 229 reais em www.obravip.com.

 

Matéria publicada na revista Casa Claudia em dezembro de 2013

O catador de madeiras

Ex-trompetista da Orquestra Imperial Max Sette faz móveis com o que acha no lixo

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Ele sai pelas ruas do Rio farejando as caçambas de lixo. Em vez de catar latinhas de metal, procura madeira. Já encontrou pedaços de árvores raras. Os troncos mortos que a Fundação Parques e Jardins, órgão ambiental da prefeitura, retira das praças e parques viraram a matéria-prima do ex-trompetista da Orquestra Imperial -e agora marceneiro- Max Sette, 34.

“Não entra na minha cabeça comprar material. Só trabalho com madeira reciclada. As árvores que estão caída por aí são preciosidades. Imagina a quantidade que a Fundação Parques e Jardins corta todos os dias e joga no lixo?”

O que para o órgão público é detrito, para ele é obsessão: “Sou apaixonado. Adoro encontrar um tronco, seja no lixo, seja na natureza, passar a motoserra e descobrir as texturas. Vem um amarelo, um roxo, um goiaba… É um tesão. Tenho uma relação física com as madeiras”.

Há pouco mais de um ano, Max, que já dividiu o palco com músicos como Seu Jorge, Caetano Veloso, Marisa Monte, Ney Matogrosso, Erasmo Carlos e Beth Carvalho, trabalha como marceneiro da descolada loja de design Poeira, com filiais no Rio, São Paulo, Lisboa e Maputo.

Os clientes babam -e não só pelo que é de madeira. “Foi engraçado. Toca a campanhia e entra um marceneiro gato, com uns óculos incríveis, com uma ginga própria. Achei o rosto conhecido, mas não liguei as coisas na hora”, conta a roteirista e encontra Antonia Pellegrino, para quem Max fez uma cozinha.

De músico a marceneiro, Max viveu uma epopeia. Começou a tocar trompete aos 12 anos em bandas de Carnaval. Aos 20, tocava com Nando Reis e Marcelo D2. Aos 23, entrou para a Orquestra Imperial, que tinha uma chusma de novos talentos: Moreno Veloso, Domenico, Pedro Sá, Kassin, Nina Becker…

Em 2008 deu uma guinada: subiu a serra, instalou-se num sítio em Bocaina de Minas (MG) e redescobriu um grande prazer esquecido: a marcenaria. Nos tempos áureos da Orquestra, ele havia montado uma marcenaria experimental com amigos num espaço no Jardim Botânico, onde usava a madeira morta do parque.

Em 2011, depois de dois anos de isolamento -e do sucesso das tábuas- o músico-marceneiro retomou de vez à civilização. “Estou começando a viver essa experiência da marcenaria profissional. Eu trabalho a textura, as cores. Vou fazendo igual eu faço música. Acho que a arte é isso, é orgânica.”

Matéria publicada por Karla Monteiro da Folha de São Paulo dezembro de 2013

Cozinha fashion

A batedeira Elipse promete misturar massas e cremes de maneira homogênea, pois combina rotação ampla e função aeroturbo, que dá mais velocidade aos batedores. Mas a grande novidade do aparelho da Arno está no visual: ele exibe estampa de flores assinada pela estilista Adriana Barra. Em magazines e hipermercados, vale, em média, 400 reais.

O desenho também alegra modelos de liquidificador, máquina de café e ferro a vapor. www.arno.com.br

Matéria publicada na revista Casa Claudia em Novembro de 2013