INFLUX CONTEMPORARY CAFÉ ABRE A TERCEIRA UNIDADE

Influx Cafe, um restaurante de bairro de propriedade familiar mais conhecido por seu café e ingredientes locais, abriu a sua terceira posição Califórnia, no Norte Parker. Os donos da Influx Cafe, Jason Twilla e Gina Bledsoe, bateu firme projeto arquitetônico Colkitt & Co para colaborar em um conceito de design contemporâneo elevada com tudo, desde pops de vermelho e suculentas em terrários de vidro, para tecido e personalizados mesas e bancos geométricos feitos a partir de variáveis ​​tiras de madeira por artesãos locais, madeira e prata. Fotos : Sara Norris

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Matéria publicada no site Dexigner em 28 de Setembro de 2014

Para quem o lojista vende?

Comprar um móvel não é uma tarefa tão simples como pode parecer. Os móveis são produtos de valor elevado e associados geralmente ao conforto e ao bem-estar. Por isso, os consumidores dedicam uma atenção especial a esta tarefa. Para entender melhor o que querem e quem são os consumidores de móveis, o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi) e a Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) elaboraram uma pesquisa intitulada “Comportamento de Compra dos Consumidores de Móveis no Brasil”, divulgada em novembro de 2012. O levantamento, realizado em todas as regiões do País, com pessoas de todas as classes sociais e várias idades, traz dados como a data da última compra, motivo da compra, produtos adquiridos e o perfil dos consumidores.

Ao todo, foram realizadas 2,5 mil entrevistas, nas quais os consumidores foram convidados a relatar a sua última experiência de compra. O resultado apresenta uma visão “detalhada” de como os consumidores se comportam em relação as suas aquisições de mobiliário. Uma das informações de destaque no estudo é a frequência de compra: 41% dos consumidores compraram móveis (ao menos uma peça) no último ano. Outro indicador revelado foi que 83% das pessoas costumam ir às compras acompanhadas do seu companheiro ou de algum membro da família. Além disso, o gasto médio da última compra foi de R$ 1.170.

O diretor do Iemi, Marcelo Prado, explica que as pessoas compram móveis acompanhados porque pretendem adquir um produto que se destina a casa e à família. “Primeiramente, o consumidor pesquisa muito antes de tomar a decisão de compra, além de levar alguém da família. Geralmente é o casal que escolhe em conjunto. Tanto pode ser para comprar uma cama, na qual os dois precisam se sentir confortáveis, ou mesmo para ajudar a escolher o que agrada e o que combina com a casa.” O estudo também revelou que 51% dos compradores são mulheres e 49% são homens.

O consultor especializado em planejamento de mercado e varejo e professor da pós-graduação da FAE Centro Universitário, de Curitiba (PR), Edson Paes Sillas, reforça a percepção de que a compra geralmente é realizada em conjunto, por se tratar de um tipo de compra que tem características técnicas de decisão, mas também se apresenta permeada por um forte componente de aceitação pessoal e social ligado a aspectos como estilo, design, cores e texturas, entre outros. “Nesta perspectiva, o acompanhante acaba funcionando como um forte elemento de apoio na tomada da decisão para minimizar o que em marketing se denomina ‘dissonância cognitiva da escolha’, ou seja, a insegurança de errar na opção”, diz o especialista.

O estudo “Comportamento de Compra dos Consumidores de Móveis no Brasil” também mostrou que 67% dos consumidores fazem parte das classes B2/C, sendo que estas classes são responsáveis por 60% do valor gasto com móveis no Brasil. No entanto, o consumidor não está preocupado apenas com o preço. O diretor do Iemi, Marcelo Prado, diz que esta questão é muito relativa. Segundo Prado, o valor funciona muito mais como um fator de rejeição do produto, quando o consumidor não pode pagar por aquele bem ou acha que o preço está inadequado. Por exemplo, se estiver muito baixo, isso o leva a crer que o produto “não é bom o suficiente”. “Na verdade o que as pessoas querem não é o preço baixo, e sim o melhor produto com o que elas podem pagar”, pontua.

Entretanto, a grande maioria dos compradores de móveis não podem ou não querem pagar por um serviço de assessoria especializada, por exemplo, contratando um arquiteto ou um design de interiores. Apenas 5% recorrem a este tipo de serviço. O diretor do Iemi explica que a condição financeira da maioria dos compradores de móveis não permite que eles decorem em uma única etapa. Assim, compram móveis e objetos de decoração na medida em que conseguem mais acesso ao crédito.

Edson Sillas, da FAE, também diz que o consumidor busca cada vez mais produtos de qualidade com preço adequado, o que tem gerado a elaboração de pesquisas e desenvolvimento de soluções que contemplem os componentes (preço e qualidade) em uma equação de valor equilibrada. “Engana-se profundamente, quem pensa que a classe C, ou mesmo a D, não busca qualidade nas compras que realiza. O fácil acesso a informações, a variedade e a profusão de alternativas e o acelerado processo pelo qual estas classes têm se desenvolvido quanto a uma maior exigência e assertividade em seus processos de compra, exigem um postura empresarial cada vez mais atenta aos anseios e exigências deste público”, ressalta.

Para Sillas o preço até pode ser o componente de entrada no processo de prospecção do cliente, no entanto, a qualidade refletida em diferenciais de funcionalidade, design e durabilidade, além do atendimento de acordo com as exigências deste público, exercem uma significativa influência no processo de decisão final. Segundo o consultor, os lojistas podem “conquistar” clientes tentando compreender e considerando um pouco mais as características, necessidades e comportamento de compra deste novo consumidor. “Também, entendendo que o consumidor, independente da classe socioeconômica, está cada vez mais exigente e consciente do seu poder de opção.”

Compras pela internet | De acordo com a pesquisa, apenas 18% dos entrevistados já realizaram compra de móveis pela internet. Segundo Marcelo Prado, o consumidor utiliza a internet para saber sobre a disponibilidade do produto na loja e para ver e comparar os produtos nas diferentes lojas. Entretanto, na maioria das vezes não realiza a compra online. “Uma foto do produto na internet não passa a mensagem correta sobre o produto que o consumidor está buscando. Se, por exemplo, uma pessoa comprar uma mesa em uma loja tradicional e ficar satisfeita com a compra, ele não terá dificuldades em comprar outro produto idêntico pelo site desta mesma loja ou em uma outra loja virtual. O problema é que este tipo de produto oferece inúmeras variações de modelos e marcas e o produto idêntico pode estar esgotado no estoque, deixando-a insegura de comprar sem verificar pessoalmente a qualidade do produto, sua ergonomia, etc., numa loja tradicional”, exemplifica. Outro fato relatado pelo estudo é que a maioria das pessoas não se lembra da marca do último móvel que adquiriu. Por isso, na hora da compra de um móvel a confiança e a credibilidade são atribuídas à loja, e isso é conquistado por meio de um bom atendimento, de uma localização privilegiada, do layout adequado e da disposição correta do produto no ponto de venda.

Matéria publicada em: Revista Móbile Lojista Março de 2013