A BELEZA ESTÁ NOS DETALHES

Especialista em garimpar objetos pelo mundo, a estilista carioca Gloria Marques transformou este acervo no destaque de seu apartamento.

O aparador, na fronteira com da sala com a varanda, une cavaletes laranja (Tok & Stok) a tampo comprado pronto (Poeira).

O aparador, na fronteira com da sala com a varanda, une cavaletes laranja (Tok & Stok) a tampo comprado pronto (Poeira).

A moradora a estilista Gloria Marques encontrou a manta listrada do sofá em Paris. “Prefiro os móveis soltos, que facilitam mexer na decoração. Eles acomodam meu acervo de lembranças”, conta Gloria Marques.

A moradora a estilista Gloria Marques encontrou a manta listrada do sofá em Paris. “Prefiro os móveis soltos, que facilitam mexer na decoração. Eles acomodam meu acervo de lembranças”, conta Gloria Marques.

A estilista Gloria Marques pintou de azul os pés do banquinho de madeira. “Adoro inventar. Mas, olha, deu trabalho...”, diz.

A estilista Gloria Marques pintou de azul os pés do banquinho de madeira. “Adoro inventar. Mas, olha, deu trabalho…”, diz.

Neste sofá, as almofadas de tecidos africanos são da Sardina.

Neste sofá, as almofadas de tecidos africanos são da Sardina.

De uma viagem a Paris veio a dupla de vasos amarelos.

De uma viagem a Paris veio a dupla de vasos amarelos.

Apaixonada por letras, Gloria as agrupou nesta composição de parede.

Apaixonada por letras, Gloria as agrupou nesta composição de parede.

Móbile de mesa da loja do Museu de Arte Moderna de Estocolmo.

Móbile de mesa da loja do Museu de Arte Moderna de Estocolmo.

O arranjo de gloriosa enche de vida o vaso branco, há tempos na família.

O arranjo de gloriosa enche de vida o vaso branco, há tempos na família.

“Gosto de criar composições de objetos, especialmente se eles tiverem texturas artesanais e muita cor”, conta Gloria Marques. A parede da varanda exibe, em vez de quadros, cestos africanos. Sobre o aparador de madeira rústica, os castiçais cerâmicos em forma de baleia são do LZ Studio.

“Gosto de criar composições de objetos, especialmente se eles tiverem texturas artesanais e muita cor”, conta Gloria Marques. A parede da varanda exibe, em vez de quadros, cestos africanos. Sobre o aparador de madeira rústica, os castiçais cerâmicos em forma de baleia são do LZ Studio.

Na mesa de jantar, assinada por Warren Platner (1919-2006), os vasos de vidro (LZ Studio) espalham seu colorido. Cadeiras da Tok & Stok e tela apoiada no piso de Gláucia Leme.

Na mesa de jantar, assinada por Warren Platner (1919-2006), os vasos de vidro (LZ Studio) espalham seu colorido. Cadeiras da Tok & Stok e tela apoiada no piso de Gláucia Leme.

Antes na varanda, as poltronas de madeira vieram da extinta Jacaré do Brasil.

Antes na varanda, as poltronas de madeira vieram da extinta Jacaré do Brasil.

A porta da cozinha recebeu tom “verde-cheguei”, como Gloria defne. “Um exemplo de detalhe que faz a diferença.”

A porta da cozinha recebeu tom “verde-cheguei”, como Gloria defne. “Um exemplo de detalhe que faz a diferença.”

Voltado para a paisagem, o sofá (LZ Studio) veste estampa africana.

Voltado para a paisagem, o sofá (LZ Studio) veste estampa africana.

A moradora, na banqueta da H. Stern Home.

A moradora, na banqueta da H. Stern Home.

Na mesma loja foi encontrada a cadeira com entalhes de madrepérola.

Na mesma loja foi encontrada a cadeira com entalhes de madrepérola.

Os vasos de vidro são achados de Paris.

Os vasos de vidro são achados de Paris.

A estilista Gloria Marques abriu a porta do apartamento com uma cara satisfeita embora um pouco cansada. Sorridente, contou que o dia começara cedo, com a ida até a feira do Cadeg, na Zona Norte da capital fluminense, para comprar flores. Depois, preparara os arranjos, que distribuíra pelo aparador e pelas mesas da sala. Ainda tivera tempo para montar, na parede, uma composição com os cestos africanos, recém-trazidos da Espanha, e de correr a uma loja vizinha em busca da banqueta que faltava no terraço. Só aí experimentaria a sensação de dever cumprido. “Desde ontem, estou arrumando os ambientes para as fotos e resolvi testar novas configurações”, conta. “Coloquei o sofá estampado na varanda e levei as poltronas de madeira para dentro. Nelas, arrumei as almofadas que trouxe de uma viagem e que ainda estavam guardadas. Achei ótimo o exercício de repensar cada cantinho”, diz. Gloria é assim: adora mudar tudo de lugar em seu apartamento de três quartos em Ipanema, na beira da lagoa Rodrigo de Freitas. Ex-estilista da Richard’s, empresa para a qual desenvolvia a linha feminina, agora é dona da própria grife, a Sardina, que une moda a decoração – os dois universos nos quais transita com total desenvoltura. “Já viajei muito pesquisando tendências, e foi dessa forma que treinei meu olhar para os detalhes. São eles que fazem a diferença, seja numa roupa, seja no décor.”

Matéria publicada na revista Casa Claudia de Outubro de 2014

COZINHA GOURMET – A NOVA SALA DE ESTAR

Por ser um espaço que engloba múltiplas funções, é importante que o projeto contemple a funcionalidade do ambiente

Mais do que uma tendência, as cozinhas gourmets viraram um verdadeiro estilo de vida. Com o aumento do interesse da população pela gastronomia, o ambiente vem contemplar a ideia de reunião, na qual o cozinheiro, e também anfitrião, e seus convidados possam interagir durante o preparo da refeição, estendendo a festa para além da hora de servir.

Por isso, é importante que o espaço seja aproveitado de uma forma inteligente, combinando os móveis com harmonia para criar, acima de tudo, um ambiente confortável. Sendo este um recinto que engloba múltiplas funções, como bancada de trabalho, armazenamento de utensílios e alimentos, cozimento e lavação, o projeto de uma cozinha gourmet precisa seguir algumas premissas para ter um espaço prático, confortável e funcional.

Integração

Construída a partir da evolução do conceito da “cozinha americana”, que privilegia a integração do cômodo com a sala de estar por meio de um balcão, a cozinha gourmet tem como elemento central uma bancada ou ilha, a qual receberá o cooktop e a coifa. Se a planta da casa ou apartamento permitir, uma integração com a área de lazer também é bem-vinda, principalmente com a churrasqueira. Assim, quando se abrirem as portas entre as áreas tudo ficará integrado em um grande espaço de celebração.

Exemplo de cozinha americana

Exemplo de cozinha americana

Funcionalidade

Uma cozinha gourmet é, antes de tudo, uma cozinha funcional, que oferece praticidade e conforto para quem está cozinhando e para os convidados. Assim, tudo precisa estar à mão, unindo praticidade e decoração, estilo e elegância. Os utensílios devem ser guardados de maneira que facilite o preparo da refeição, já os eletrodomésticos que adotam uma estrutura para embutir são as melhores escolhas para o ambiente. Tudo isso, pensando na melhor utilização do espaço.

Cozinha com ferragens da Häfele

Cozinha com ferragens da Häfele

Estética

Decorar uma cozinha gourmet não é nenhum bicho de sete cabeças. Para conseguir um design moderno e integrar a área com os outros ambientes da casa é necessário aproveitar ao máximo o bom gosto e explorar os elementos que caracterizam esse espaço. Por isso, dar um pouco mais de atenção aos acabamentos utilizados, como pedras e revestimentos, assim como na disposição dos itens que integram o móvel são extremamente importantes. As tendências da decoração contemporânea recomendam um ambiente prático, flexível e tecnológico.

Cozinha gourmet

Cozinha gourmet

Acessibilidade

Os móveis não podem atrapalhar na circulação. Para isso, no momento do projeto é preciso levar em consideração o famoso triângulo “pia, geladeira e fogão”, dispondo-os de uma maneira que facilite a preparação dos pratos e o acesso de todos à cozinha.

Ambiente com boa circulação

Ambiente com boa circulação

Conforto

A cozinha gourmet é também uma cozinha inteligente. Por isso, produtos e móveis multifuncionais são uns dos segredos para o sucesso dentro de um projeto para este ambiente. Desta forma, o uso de equipamentos de alta tecnologia que facilitam o preparo, o armazenamento, a execução e que estejam inseridos de forma discreta para não ter a caracterização de cozinha funcional, são sugestões o espaço.

Cozinha multifuncional

Cozinha multifuncional

Matéria publicada no blog Fah Maioli em 12 de Dezembro de 2014

INSTABILIDADE PROPOSITAL

Cadeira usa conceito de “desconforto-suportável”

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A proposta inovadora é de um “desconforto-suportável” para promover a mobilidade, o bem-estar e evitar, tanto quanto possível, as posturas fixas. É com esta premissa que os irmãos Achille Castiglioni e Pier Giacomo criaram a cadeira Sella, assim como conceberam um de seus ícones em 1957 – o banco Sella, que confirmou, na época, o talento dos designers em dar formas originais aos objetos do cotidiano com elegância, mas que, ao mesmo tempo, foi considerado um design radical para aqueles tempos.

Embora o conforto seja uma necessidade de todos os lares, nem sempre o conceito do que é confortável é claro. Distinções são necesárias entre os significados de conforto e ergonomia. “Nós tendemos a associar conforto e ergonomia, mas são duas coisas diferentes. Conforto faz parte da ergonomia, assim como o desconforto é parte dela. Se o conforto pode ser relacionado com a ergonomia estática, o desconforto também pode ser conectado com a ideia de uma ergonomia dinâmica”, explica Castiglioni. Para ele, o incômodo pode ser capaz de colocar o corpo em movimento e, portanto, fora de suas posturas fixas crônicas. “Decidi trabalhar com diferentes situações típicas vivenciadas em casa, nas quais seria interessante inserir a atividade física. O objetivo do projeto, além da ideia de promover a mobilidade, é aumentar a consciência das pessoas sobre seus corpos”, diz Castiglioni.

Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)

E foi com o “desconforto” em mente que surgiu a cadeira Sella. Ela propõe uma outra maneira de se sentar. A sua estrutura construída em apenas dois pés permite estimular diferentes partes do corpo através de uma situação passiva. “Ela tenta modificar nossos hábitos e nosso modo de vida. Tento projetar objetos visualmente impactantes, e nos parece impossível conceber que a cadeira com apenas dois pés seja estável. Esta percepção é o objetivo do meu processo de design, que é modificar essa visão do arquétipo.”

A peça é feita de madeira, e a concepção do produto foi em parceria com ergonomistas e fisioterapeutas. Ela foi fabricada em colaboração com marceneiros artesãos da École Boulle, em Paris. E o fato de que o assento é instável não é um erro, mas uma concepção para torná-lo um móvel usado apenas temporariamente. “Com esse tipo de conceito a casa não é mais um lugar apenas para descansar, mas também um parque infantil. Hoje, o designer deve conceber produtos caseiros que possam estimular o corpo através da criação de novos usos e maneiras de viver com seus objetos”, completa o autor.

Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)

Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)
Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)
Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)

Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)
Instabilidade proposital (Foto: Divulgação)
Matéria publicada no site Casa Vogue em 12 de Dezembro de 2014

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Da arte de juntar pedacinhos de madeira surgiu esta linha de laminados

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Pouco porosa, a superfície evita manchas e o acúmulo de sujeira. na limpeza, pede pano úmido e sabão neutro.

Inspirada na tradicional técnica da marchetaria – que compõe desenhos e mosaicos com fragmentos de materiais diversos –, a Formica lançou a linha Joint. A ideia é simular tal efeito decorativo no revestimento de armários, paredes e painéis, valendo-se das conhecidas praticidade e resistência do laminado de alta pressão. Este é o modelo Standard (próprio para bancadas, portas e móveis), no padrão m 981 tagliare. O preço médio da chapa de 1,25 x 3,08 m, com 0,6 ou 0,8 mm de espessura.

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Da arte de juntar pedacinhos de madeira surgiu esta linha de laminados.

 

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014

OBJETOS PRÁTICOS PARA O ALMOÇO AO AR LIVRE

Se não pode vencer o calor, junte-se a ele. Aproveite estas dicas de produtos e reúna a família e os amigos no jardim.

Leve a cadeira debaixo do braço 

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O modelo Camila (49 x 44 x 77 cm*), de madeira maciça, é ideal para quem tem pouco espaço e não abre mão de receber a turma em casa. Fechada, a peça do designer Aristeu Pires mede somente 5 cm de espessura, o que permite recolhê-la quando não houver convidados.

Mesa a postos em dois tempos

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Você só precisa de alguns segundos para montar o móvel dobrável de teca (1,80 m x 90 cm x 75 cm*) da Teakstore, ótima opção para servir o café no quintal ou o jantar na varanda. Fácil de guardar, a mesa pode, ainda, fazer as vezes de aparador – basta erguer apenas uma aba do tampo. 

Matéria publicada no site Casa Claudia em Dezembro de 2014

BANHO E SAUNA EM SINTONIA

Modelo compacto reúne equipamentos para a hora do cuidado pessoal e do relax

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A instalação da cabine de acrílico (0,90 x 1,20 x 2,26 m) requer ralo, pontos de água e luz.

A Cabine Ego Unique SPA acena com recursos que prometem um desfrute completo. Na fase da ducha, acionam-se o chuveiro com misturador de proteção termostática e os seis jatos reguláveis de hidromassagem vertical. A seguir, o usuário senta no banco de madeira, e dispositivos de aromaterapia,cromoterapia, rádio e som para MP3 entram em ação. A praticidade não fica de fora do modelo, que traz, ainda, exaustor, sistema de limpeza (que drena a água do piso) e porta estanque com fechadura magnética.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014

ARTE INVADE RESTAURANTE INGLÊS

Roth Bar & Grill combina obras e gastronomia

Um lugar para aguçar todos os sentidos e sentir o prazer sensorial de forma plena. Assim que se chega ao Roth Bar & Grill, restaurante que combina gastronomia sofisticada, porém simples, com exposição de arte contemporânea em suas paredes, a sensação é daquelas que a maioria das pessoas gosta, de estar em um lugar acolhedor, que esbanja charme, mas que, ao mesmo tempo, remete aos cheiros da casa da avó, da infância ou de qualquer local do qual se tenha boas lembranças culinárias. É um lugar para encher os olhos e despertar o paladar. O Roth faz parte da famosa galeria Hauser & Wirth, com espaços em Nova York, Los Angeles e Londres.

O restaurante está localizado na fazenda Durslade, na cidade de Bruton, em Somerset, Inglaterra. O local é pioneiro na mistura entre gastronomia, arte, eventos, tudo baseado no conceito de preservação, educação e sustentabilidade. Com um menu simples, sazonal e honesto, o Roth adota a cultura de utilizar matérias-primas em sua cozinha produzidas in loco, como a manteiga que é feita no próprio restaurante. Há criação de animais, tanto bovinos quanto suínos e ovinos. Os legumes, verduras e frutas são cultivados em solo próprio. A ideia é que os chefs usem apenas ingredientes produzidos por eles ou pela vizinhança.

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

O Roth é amplo, bem iluminado, cheio de cores e sabores. As características arquitetônicas do antigo estábulo foram complementadas por obras de arte com temas relacionados aos alimentos, ao preparo, aos animais e à paisagem rural. Enquanto o cliente se delicia com um dos pratos pode vislumbrar obras de vários artistas da galeria Hauser & Wirth pelas paredes. No teto do salão, pendem lustres de néon de Jason Rhoades. Do lado de fora, um belo jardim que foi projetado pelo renomado arquiteto e paisagista Piet Oudolf.

A fazenda Durslade, nome também da galeria de arte, faz parte de um grupo de edifícios agrícolas que datam de 1760. Originalmente foi propriedade da família Berkeley, que ergueu as primeiras construções. As terras mudaram de mãos três vezes desde o século 18, no entanto, nos últimos anos os prédios foram deixados de lado. Somente em 2012 a Hauser & Wirth recebeu a permissão para restaurar o local. A elegante casa de fazenda foi o primeiro prédio a ser concluído, que tem assinatura dos escritórios de arquitetura de Laplace & Co. e Benjamin + Beauchamp. Luis Laplace também projetou o interior da casa de fazenda, no qual é celebrada a antiguidade natural da construção com a combinação de acessórios originais e mobiliário vintage proveniente do comércio e estaleiros da região.

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

No Roth, o interior é preenchido por obras de arte de dois artistas de Hauser & Wirth. Guillermo Kuitca pintou um painel especialmente para a sala de jantar durante sua estadia no local como artista-residente durante quatro meses. Já Pipilotti Rist, que passou 12 meses em Bruton, produziu uma instalação de vídeo hipnotizante que projeta a paisagem nas paredes da sala de estar através de um candelabro de vidros.

Mais do que ir a um restaurante, conhecer o Roth Bar & Grill é fazer um passeio completo. É uma experiência única, na qual é possível saborear uma deliciosa refeição, apreciar obras de arte, participar de palestras ou workshops ou apenas se deleitar com a paisagem local.

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)

Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Obras de arte invadem restaurante inglês  (Foto: Divulgação)
Matéria publicada no site Casa Vogue em 10 de Dezembro de 2014 por Marley Galvão

COR E SOBRIEDADE NO APARADOS JOVIAL

Contrastes e equilíbrio valorizam o móvel

Apesar das linhas retas, o aparador Pandora não se limita à funcionalidade. A peça, fabricada pela portuguesa Wewood, joga com cores, texturas e dinamismo.

Admirador do design industrial nórdico, Pedro Sousa projetou o móvel em carvalho maciço, madeira que transmite sobriedade por si só. O projeto ganha ainda mais discrição graças aos puxadores embutidos e quase invisíveis a um primeiro olhar. Sem contar a forma retangular com dimensões harmônicas: 133 x 92 x 44 cm.

Sousa, no entanto, não para por aí. Algumas superfícies ganharam revestimento de MDF laqueado, o que acrescenta brilho e cores vibrantes ao design. Os tons do aglutinado podem ser escolhidos pelo cliente. Outro detalhe dá ludicidade ao móvel: uma caixa lateral giratória. A peça de madeira serve para guardar livros e objetos decorativos altos. O item traz movimento – e bossa – ao aparador, que não precisou se levar tão a sério.

Aparador Pandora (Foto: Divulgação)

Aparador Pandora (Foto: Divulgação)

Aparador Pandora (Foto: Divulgação)
Aparador Pandora (Foto: Divulgação)
Aparador Pandora (Foto: Divulgação)
Aparador Pandora (Foto: Divulgação)

Matéria publicado no site Casa Vogue em 10 de Dezembro de 2014

DOIS PROJETOS DE COZINHAS MOSTRAM DIFERENTES JEITOS DE APROVEITAR O ESPAÇO

RECEITA DE AMOR E CONVÍVIO

A argentina Paola Carosella gosta tanto de cozinhar que fez disso seu ofício – é dona de dois restaurantes em São Paulo e jurada de um programa culinário na TV. E não desgruda das panelas nem nos momentos de folga, quando se diverte com a filha preparando bolos e outras delícias neste cenário repleto de coleções e boas lembranças.

Aos 3 anos, Francesca já demonstra talento para a gastronomia e curte ajudar a mãe na execução das receitas. O local preferido para os momentos em dupla é este: a cozinha do sobrado em que moram.

Aos 3 anos, Francesca já demonstra talento para a gastronomia e curte ajudar a mãe na execução das receitas. O local preferido para os momentos em dupla é este: a cozinha do sobrado em que moram.

Cada ingrediente merece atenção especial no restaurante Arturito, aberto desde 2008 em São Paulo: embutidos, pães, massas, sorvetes e até o doce de leite oferecidos no cardápio são feitos lá mesmo, sob a supervisão de Paola Carosella. “Conheço a procedência de tudo o que servimos”, afirma a dona. Esse tom pessoal rege também a ambientação do sobrado no qual ela vive há quase uma década. “Eu mesma escolhi os móveis e objetos”, diz. A cozinha, obviamente, concentrou os interesses da moradora. Embora não tão ampla – mede cerca de 10 m² –, reúne os variados utensílios de que Paola precisa em suas manobras culinárias. Nem tudo aqui, porém, mira a funcionalidade. “Ocupei as prateleiras com minhas coleções de xícaras e bules antigos e vou acrescentando peças aos poucos. Adoro ver os ambientes mudarem com o passar do tempo em vez de ter a sensação de que ficaram prontos em cinco minutos”, fala a chef, que trata a casa com o mesmo carinho dispensado à comida.

A prateleira de madeira antiga (O Velhão), sustentada por mãos-francesas, exibe as porcelanas que a chef coleciona.

A prateleira de madeira antiga (O Velhão), sustentada por mãos-francesas, exibe as porcelanas que a chef coleciona.

Paola mantém os utensílios à vista. A bancada da pia leva concreto protegido por resina.

Paola mantém os utensílios à vista. A bancada da pia leva concreto protegido por resina.

As melhores recordações da infância guardadas na memória de Paola são de quando passava horas na cozinha ajudando as avós, ambas italianas, a fazer nhoque. “Elas me deixavam amassar as batatas, cortar a massa e mexer o molho. Era pura diversão!”, lembra. Daí, para transformar a brincadeira em algo sério, foi um pulo: aos 18 anos, já trabalhava com gastronomia em sua Buenos Aires natal. Hoje, também insere a filha no universo dos sabores. “No dia a dia, sobra pouco tempo para cozinhar por lazer”, diz a chef, que mora em São Paulo desde 2001 e está à frente do restaurante Arturito e da casa de empanadas (salgado tipicamente argentino) La Guapa, além de participar como jurada da versão brasileira do reality show MasterChef, exibido pela Band. “Mas, nos momentos de folga, geralmente aos domingos, a Francesca e eu preparamos bolos e biscoitos juntas. Ela pica frutas, quebra ovos, mistura farinha a manteiga com as mãos… Já se mostra súper à vontade entre ingredientes, panelas e outros utensílios”, garante Paola sem disfarçar o orgulho. A pequena não a deixa mentir. “Cozinheira!”, responde de imediato quando a mãe pergunta o que ela pretende ser quando crescer.

“Cozinha é lugar de criança, sim. Aqui, minha filha aprende a gostar de comida e provar um pouco de tudo”. Paola Carosella

“Cozinha é lugar de criança, sim. Aqui, minha filha aprende a gostar de comida e provar um pouco de tudo”. Paola Carosella

DÉCOR COM ALMA BRASILEIRA

Na cozinha de Maria Benigna, os encantos não são apenas de forno e fogão: ela reservou lugar de destaque nas prateleiras para peças de arte popular, que reverenciam a memória materna e o amor pelo Nordeste.

A moradora adquiriu os primeiros exemplares de sua coleção de arte popular ainda na adolescência. Hoje, elas preenchem prateleiras e dão o tom da decoração desta cozinha com alma brasileira.

A moradora adquiriu os primeiros exemplares de sua coleção de arte popular ainda na adolescência. Hoje, elas preenchem prateleiras e dão o tom da decoração desta cozinha com alma brasileira.

Foi o empenho da mãe na valorização da arte popular brasileira que levou a consultora da área cultural Maria Benigna Arraes de Alencar Gervaiseau a iniciar a bela coleção de peças que decoram esta cozinha. “Ela tinha orgulho de sua origem nordestina e dedicou a vida inteira a divulgar o trabalho de artistas da região”, conta a moradora, filha da socióloga Violeta Arraes Gervaiseau (1926-2008), que teve intensa atuação como ativista política e comandou, nos anos 1980, a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult), estado em que nasceu. Influenciada pela paixão materna, a proprietária começou a reunir, ainda na juventude, esculturas talhadas por mestres como Manoel Graciano e Noza. “O acervo segue crescendo. Sempre percorro centros e lojas de arte popular, tanto aqui em São Paulo quanto no Nordeste”, diz. De tão vasto, o conjunto ocupa até o trecho ao redor do fogão no apartamento em que ela vive. “Gosto de ver os itens pela casa toda.” Coube ao arquiteto Gustavo Calazans abrir espaço a eles sobre armários e bancadas na reforma. O pedido não o surpreendeu. “Cozinhas se tornaram locais de convívio. Busco equilibrar esse aspecto com praticidade, já que não deixa de ser o ambiente de preparo dos alimentos”, frisa ele. Alimentos esses para o corpo ou para a alma, como no caso de Maria Benigna.

Os pássaros de madeira, de artistas anônimos, vieram de Juazeiro do Norte, CE. Banco Girafa, da Marcenaria Baraúna, caminho de mesa e bowl da Tok & Stok.

Os pássaros de madeira, de artistas anônimos, vieram de Juazeiro do Norte, CE. Banco Girafa, da Marcenaria Baraúna, caminho de mesa e bowl da Tok & Stok.

Os armários sob a bancada de granito branco itaúnas (Marmoraria Amâncio) são de aço (Securit).

Os armários sob a bancada de granito branco itaúnas (Marmoraria Amâncio) são de aço (Securit).

Matéria publicada na revista Casa Claudia em Novembro de 2014

CERÂMICA QUE IMITA PEDRA É IDEAL PARA ÁREAS EXTERNAS

Cerâmica que imita pedra para ficar do lado de fora

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Além da versão Grey, existe, ainda, a opção Bege.

Aliando a tecnologia HD (impressão em alta definição) a formatos generosos, o revestimento Capadócia é adequado a ambientes externos cobertos. As placas de grés (cerâmica produzida com massa de porcelanato) trazem os veios e as cores de rocha natural, além de apresentarem textura granilhada, que evita escorregões.Nas medidas 43 x 93 cm ou 23 x 93 cm, valem R$ 89,90 o m². Da Tecnogres.

Matéria publicada na revista Arquitetura & Construção em Setembro de 2014